Visa trazer fundamentos doutrinario que tenha relação com a vida profissional do policial
quarta-feira, 30 de abril de 2008
MANUAL DE SOCORROS DE URGÊNCIA
ROTAM/CPRL
ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR
URGÊNCIA - Situação onde não há risco à vida EMERGÊNCIA - Situação onde há risco á vida SOCORRO BÁSICO - são os procedimentos não invasivos.SOCORRO AVANÇADO- são os procedimentos invasivos.
ETAPAS BÁSICAS DO SOCORRISMOToda vez que um socorrista realizar um atendimento, ele levará em consideração dois fatores iniciais:1 - Está consciente ou não? Vítima consciente já demonstra estar viva.2 – É evento clínico ou traumático? Em princípio, os eventos clínicos nos permitem maior liberdade de manipulação das vítimas.Análise da cena• cuidados com a segurança do profissional (prioridade)• observação• sinalizaçãoAnálise da cena - Abordagem da vítima• verificação da responsividade – pode ser realizada a distância. Procuramosperceber as manifestações da vítima.• checagem dos sinais vitais – só pode ser realizada em contato com a vítima.Abordagem da vítimaSe for na maca, colocamos ambas as mãos nos ombros do vítima e falamos com ele. Se for no chão, apoiamos um joelho e colocamos ambas as mãos nos ombros da vítima.Sinais - são os indicativos que obtemos sem auxílio da vítima.Sintomas - são os indicativos que obtemos com auxílio da vítima.SINAIS VITAIS - – formas de checagem: “"VER / OUVIR / SENTIR". respiração – geralmente usa-se o dorso da mão para sentir.. pulso – carotídeo (em adultos e crianças) / braquial (em bebês).. pressão arterial – precisa-se de instrumental específico.. temperatura – precisa-se de instrumental específico.Checando respiração: Em lactentes não fazemos hiperextensão cervical. SINAIS DE APOIO– são os que fornecem mais informações sobre o estado da vítima. Não são prioritários, mas são válidos para mais informações.. cor e umidade da pele – pode indicar problemas circulatórios e hipotermia. São avaliados pela observação e toque na vítima. Independem do estado de consciência.. motilidade – avaliamos lesões musculares e déficit neurológico. Avaliamos pela observação e solicitando ações à vítima. Só pode ser avaliada nas pessoas conscientes.. sensibilidade – idem ao anterior e mais a hipotermia.. fotorreatividade pupilar (pupilas dilatadas chamam-se midríase e contraídas chamam-se miose) – o problema não é a posição final da pupila e sim a ausência de sua reatividade. Midríase paralítica pode ser indicativo de hipóxia cerebral, edema intracraniano, hipovolemia, TCE. Miose pode indicar envenenamento, intoxicação. A presença de midríase e miose juntas, geralmente indica edema intracraniano por TCE, sendo que o edema nesses casos localiza-se do lado da midríase. Utiliza-se uma lanterna clínica para avaliação e independe do estado de consciência da vítima.ObservaçãoSe a vítima apresentar duas midríases ou duas mioses, chamamos de “pupilas isocóricas” ou estando em “isocoria”. Se a apresentar midríase e miose ao mesmo tempo, chamamos de “anisocóricas”, ou estando em “anisocoria”. • enchimento capilar – pelo tempo decorrido, estimamos a perfusão sanguínea ou se houve alguma lesão traumática naquele segmento, que retarda a irrigação. Essa lesão também pode ser vascular. A avaliação depende da luminosidade do ambiente, mas independe do estado de consciência da vítima.Comprimindo a unha e Observando o enchimento. ObservaçãoO tempo ideal desse teste é o que levamos para dizer “enchimento capilar” após soltarmos a compressão na unha.
ROTEIRO DE PRIORIDADES NO ATENDIMENTOA ABERTURA DAS VIAS AÉREAS COM CONTROLE CERVICALB BOA VENTILAÇÃOC CONTROLE HEMODINÃMICO (CIRCULAÇÃO / CONTROLE DAS HEMORRAGIAS)D DÉFICIT NEUROLÓGICO E EXPOSIÇÃO COMPLETA DA VÍTIMA E CONTROLE TÉRMICO
* TODA VÍTIMA DE TRAUMA POSSUI LESÃO CERVICAL ATÉ PROVAR O CONTRÁRIO!* O ESTADO DE UMA VÍTIMA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO NÚMERO DE INFORMAÇÕES OBTIDAS PELO SOCORRISTA.* NÃO SE ADMINISTRA NADA VIA ORAL PARA VÍTIMAS INCONSCIENTES!
“A” (Hiperextensão cervical)É a manobra mais utilizada, pois a maior causadora de obstrução das vias aéreas superiores é a queda da língua.Em lactentes não fazemos hiperextensão cervical para abrir as vias aéreas e nem para checar a respiração. A manobranesses casos chama-se “retificação cervical”.- Cabeça na posição retificada(Mostrando a queda da língua)- Cabeça em hiperextensão(Mostrando a língua elevada)- Empuxo mandibular (Repare na posiçãodo polegar e indicador) - Lateralização da vítima(Serve para liberar as vias aéreas e exame físico)Manobra de Heimlich Também conhecida como “compressões abdominais”. Destinada às obstruções causadas por corpos estranhos sólidos. Em crianças e adultos é realizada no epigástrio. Em gestantes e lactentes, essa manobra é realizada no tórax, sobre o esterno, sendo entre os seios na gestante e na linha mamilar com os dedos indicador e médio nos lactentes.Estabilização cervicalO colar cervical não dispensa a estabilização manual.
“B”Ventilação boca-a-boca (Pode ser boca-nariz, Em lactentes é boca-a-boca/nariz.)Ventilação boca-máscara (Duas mãos fixando a máscara)Ventilação ambú-máscara(Duas mãos fixando a máscara) Ventilação ambú-tubo (Em lactente)“C” Massagem cardíaca externa Em crianças e adultos é realizada sobre o terço inferior do esterno, utilizando-se ambas as mãos apoiando apenas a região tenar e com os cotovelos estendidos. Em lactentes, essa manobra é realizada com os dedos médio eanelar sobre o esterno, abaixo da linha mamilar. Nas gestantes, a execução é como nos adultos, porém é importante e tração do útero gravídico para a esquerda, objetivando a descompressão da veia cava inferior.Pode ser feito a Massagem cardíaca sobre a maca ou a Massagem cardíaca no chão.Controle das hemorragias Geralmente é realizado com a compressão de gaze sobre o local da hemorragia. Mas também pode ser necessária a aplicação de um garrote ou torniquete, dependendo do local da hemorragia e do volume de sangue.Pode ser Compressivo apropriado e Compressivo improvisado“D”Não se administra nada via oral para pessoas inconscientes pelo risco da broncoaspiração.
“E” Exame físico da vítimaObjetivando procurar lesões e hemorragias. O exame físico será interrompido se for encontrada: PR / PCR / hemorragia significante / fratura bi-lateral de fêmur e/ou de quadril.• Roteiro do exame físico – vítima em decúbito dorsal. cabeça / pescoço / tórax / abdômen / quadril / genitália / membros inferiores / membros superiores / coluna vertebral / nuca.Sempre que o profissional desconfiar que há uma lesão, procederá como se houvesse. Controle térmicoManter a vítima aquecida é uma das preocupações no atendimento em viapública ou em qualquer lugar onde possa ocorrerqueda de temperatura corporal.
PRIORIDADE ABSOLUTA (CHAMADO DE A B C DA VIDA)A ABERTURA DAS VIAS AÉREAS COM CONTROLE CERVICALB BOA VENTILAÇÃOC CIRCULAÇÃO E CONTROLE DAS HEMORRAGIAS Em princípio, as letras “D” e “E” não são prioridades no primeiro atendimento.Avaliação PrimáriaResponsividadeSinais VitaisA / B / CAtenção!A Avaliação Primária só será interrompida se ocorrer ou for verificada:obstrução das vias aéreas / parada respiratória / parada cárdio-respiratória / grandes hemorragias / fratura bi-lateral de fêmur.Avaliação SecundáriaSinais de ApoioExame físicoREANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR (RCP)· PARADA RESPIRATÓRIA (P.R.) - INTERRUPÇÃO BRUSCA DA FUNÇÃO PULMONAR· PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (P.C.R.) - SUSPENSÃO IMEDIATA DAS FUNÇÕES PULMONAR E CARDÍACA
IMPORTANTENÃO HÁ PARADA SOMENTE CARDÍACA, POIS ESSA SITUAÇÃO É IMPOSSÍVEL DE OCORRER. PARANDO O CORAÇÃO, IMEDIATAMENTE OCORRERÁ PARADA DA FUNÇÃO PULMONAR, OU SEJA, PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA.Em adultos (de 8 anos em diante)• 1 ou 2 executantes – preferencialmente com 1.2 ventilações X 30 massagens cardíacasEm crianças (de 1 até 8 anos)• 1 executante 2 ventilações X 30 massagens cardíacas• 2 executantes 2 ventilações X 15 massagens cardíacas
* CHECAGEM DA RESPIRAÇÃO (QUALQUER VÍTIMA) - VIAS AÉREAS* CHECAGEM DO PULSO (VÍTIMA INFANTIL E ADULTA) - NO CAROTÍDEO
¨ INICIA-SE A MANOBRA DE RCP SEMPRE PELA INSUFLAÇÃO!!RCP em crianças e adultos1 - checando a respiração - Realizando hiperextensão cervicalA checagem da respiração inicialmente é realizada sem a hiperextensão. Caso não seja constatado movimento ventilatório, fazemos a hiperextensão da cabeça para verificar se a ausência da respiração é devida à queda da língua no oro-faringe.2 – ventilando- Preferencialmente boca-a-boca, mas pode ser boca-nariz.3 – checando o pulso - Carotídeo (com os dedos indicador e médio).4 – massageando - No terço inferior do esterno, apoiando a região tenar.Em lactentes (de 0 até 1 ano)• 1 executante2 ventilações X 30 massagens cardíacasRCP em lactentes1 – checando a responsividade (Tocando o bebê)2 – checando a respiração (sem hiperextensão) 3 – insuflando - Boca-a-boca/nariz (sem hiperextensão) 4 – checando o pulso(Braquial)5 – massageando (Dois dedos na linha mamilar)6 – ventilando e massageando- checagem da respiracao (em qualquer vítima) . vias aereas- checagem do pulso (em criancas e adultos) . carotideo- checagem do pulso (em bebes) . braquial- Iniciamos a manobra de RCP sempre pelas ventilações!!
OBSERVAÇÃO1 - a Associação Americana do Coração preconiza que a RCP seja realizada por apenas uma pessoa, até a exaustão, para somente então ser realizada a troca do executante, por motivo de sincronia! Exceção para os casos onde os executantes estejam acostumados a fazerem juntos.2 - o centro respiratório, localizado no bulbo raquídeo é constituído por duas partes: o apnêustico, estimulado pelo CO2 e o pneumotáxico, estimulado pelo O2. Portanto, o alto percentual de CO2 insuflado nas ventilações da RCP, no ato do socorro básico é essencial.
COMPLICAÇÕES NA RCP (PODEM OCORRER MAS NÃO SÃO INDICATIVOS OBRIGATÓRIOS DE INTERRUPÇÃO DA RCP)
¨ FRATURAS DE COSTELAS - EM PRINCÍPIO CONTINUAMOS.¨ FRATURAS DE ESTERNO - TORNA-SE CONTRA-INDICAÇÃO.¨ LUXAÇÃO COSTO-ESTERNAL - EM PRINCÍPIO CONTINUAMOS.¨ PERFURAÇÃO DE VÍSCERAS (CORAÇÃO / PULMÕES / AORTA / DIAFRAGMA / ETC...) - DEPENDE DE EXAMES COMPLEMENTARES PARA QUE HAJA CONFIRMAÇÃO DA LESÃO.CONTRA-INDICAÇÕES DA RCP (SÃO AS SITUAÇÕES QUE, QUANDO ENCONTRADAS, JÁ SÃO INDICATIVOS PARA A NÃO REALIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE RCP, PORÉM, EM CERTOS CASOS, A DECISÃO DE CONTINUAR OU NÃO FICARÁ A CRITÉRIO DO SOCORRISTA)¨ PCR POR TRAUMA DE TÓRAX¨ VÍTIMAS COM DOENÇAS EM ESTÁGIO TERMINAL¨ VÍTIMAS COM MAIS DE 75 ANOS¨ PCR OCORRIDA A MAIS DE 15 MINUTOS¨ SURGIMENTO DE RIGIDEZ CADAVÉRICA
ATENÇÃONA ABORDAGEM DA VÍTIMA, CHECAMOS PRIMEIRO A RESPIRAÇÃO.EM CASO DE AUSÊNCIA, REALIZAMOS DUAS INSUFLAÇÕES. SÓ ENTÃO CHECAMOS O PULSO. SE AUSENTE TAMBÉM, COMBINAMOS COM MASSAGENS CARDÍACAS!
POSSIBILIDADES DE RECUPERAÇÃOQuanto mais rápido a vítima for atendida é aumentada a sua chance de recuperação e sobrevivência.
1`= 98% de chance 5` = 25% de chance 10` = 1% de chanceHEMORRAGIAS
· DEFINIÇÃO: PERDA AGUDA DE SANGUE. EM GERAL, TODAS AS HEMORRAGIAS DEVEM SER CONTIDAS· CLASSIFICAÇÃO:H. VENOSAS - SANGRAMENTO MAIS ESCURO, QUE SAI ESCORRENDO.H. ARTERIAIS - SANGRAMENTO DE COR VIVA (RUTILANTE), QUE SAI EM JATOS. H. EXTERNAS - SÃO AQUELAS COM ORIGEM NA SUPERFÍCIE CORPORAL.H. INTERNAS - SÃO AQUELAS QUE NÃO OCORREM NA SUPERFÍCIE CORPORALAS HEMORRAGIAS INTERNAS:PODEM SER DIVIDIDAS EM EXTERIORIZADAS OU NÃO EXTERIORIZADAS. SÃO EXTERIORIZADAS QUANDO O SANGRAMENTO APRESENTA- SE PARA O MEIO EXTERNO.· INTERNAS EXTERIORIZADASOTORRAGIA - sangramento pelo conduto da orelha externa. Não fazemos tamponamento. Se a vítima está consciente, posicionamos em decúbito dorsal. Se estiver inconsciente ou com suspeita de trauma cervical, lateralizamos com a orelha que esteja sangrando para baixo.EPISTAXE - sangramento pelas narinas. Fazemos compressão manual com a cabeça posicionada à frente 45º. Podemos utilizar gelo juntamente com a compressão, principalmente nos casos de trauma. Em último caso, fazemoso tamponamento utilizando roletes de gaze com vaselina.ESTOMATORRAGIA - sangramento proveniente da cavidade oral, podendo ser originada por ferimentos na bochecha, língua e extrações dentárias. Seja qual for o caso usamos gaze sobre a lesão, fazendo compressão, similar ao procedimento utilizado pelos dentistas. O gelo pode ser aplicado, na parte externa, nos casos de hemorragias dentárias.Atenção!As otorragias e epistaxes podem apresentar saída de líquor (líquido cefalorraquidiano / LCR), sendo isso um indício de TCE (Traumatismo Crânio Encefálico), e, portanto, todos os cuidados com a estabilização cervical devem ser tomados prioritariamente!HEMOPTISE – sangramento de origem do aparelho respiratório, em geral dos pulmões e/ou árvore brônquica. Não utilizamos gelo nesse tipo de hemorragia. Na vítima consciente, o posicionamento é recostado e tentamos mantê-lo calmo. Esse sangramento tem características de coloração vermelha rutilante, espumante e é expelido por tosse. Em caso de vítima inconsciente ou com trauma associado, adotamos a lateralização. Se houver tosse no momento da posição recostada, colocamos sua cabeça para o lado a fim de facilitar o escoamento das secreções.HEMATÊMESE – sangramento originário do sistema digestório alto (esôfago, estômago e duodeno), que normalmente é expelido por vômito, juntamente com restos alimentares. Costuma ter coloração escura como borra de café. Em vítimas conscientes, utilizamos saco de gelo sobre o epigástrio em decúbito dorsal e, em casos de vômito ou inconsciência, lateralizamos. Nos casos de hematêmese por trauma, se o vômito ocorrer muito rápido, sua coloração poderá ser vermelha normal, mas haverá presença de restos alimentares.
OBSERVAÇÃO: NUNCA UTILIZA-SE GELO DIRETAMENTE SOBRE A PELE, NEM SOBRE A GENITÁLIA E MUCOSAS!· HEMOSTASIA: AÇÃO DE CONTENÇÃO DAS HEMORRAGIAS· MÉTODOS DE HEMOSTASIA: - compressão direta – também chamada de compressão no local. É ométodo mais utilizado e eficaz.ELEVAÇÃO DO SEGMENTO - USA-SE A GRAVIDADE À NOSSO FAVORCOMPRESSÃO DIRETA ( TAMBÉM CHAMADA DE COMPRESSÃO NO LOCAL, É O MÉTODO MAIS EFICAZ)LESÕES TRAUMÁTICASCLASSIFICAÇÃO: FERIMENTOS / ENTORSES / LUXAÇÕES / FRATURAS
1 -FERIMENTOS PERFURANTES - mecanismo de ação: ocorre por pressão.- características: geralmente apresenta orifício pequeno, o que dificulta a antisepsia e a avaliação da extensão da lesão.Agentes causadores: a grande maioria é de objetos pontiagudos como pregos, tachinhas, furadores de gelo, etc, que podem ser encontrados fixados no local da lesão, porém, não obrigatoriamente necessitam possuir pontas. Noentanto não podem apresentar lâminas.CORTANTE - mecanismo de ação: ocorre por deslizamento.- características: apresenta bordos regulares, o que em princípio facilita a cicatrização e a sutura. Podem possuir profundidade e extensão variáveis.- agentes causadores: qualquer objeto que apresente lâmina, como faca, navalha, caco de vidro, etc... CONTUSÃO podem apresentar-se como: “hematomas” / “equimoses” ou escoriações”- mecanismo de ação: ocorrem por trauma.- características: nos casos dos “hematomas” e das “equimoses”, são os ferimentos que não rompem a integridade da pele. Quando ocorre a ruptura da pele são chamadas de “escoriações”. Os hematomas e as equimoses são identificados por manchas arroxeadas, sendo que as “equimoses” são mais difusas e os “hematomas” maisConsidera-se que todas as manchas azuladas e / ou arroxeadas no corpo são denominadas equimoses, mas onde puder haver coleta de sangue, será classificado como “hematoma”.As “escoriações” são superficiais, sangram pouco, porém apresentam-se extremamente dolorosas.ENTORSES perda momentânea de contato das superfícies articulares – podem apresentar 3 graus. Ocorrem apenas em articulações.Os graus de classificação das entorses são referentes à extensão da ruptura dos ligamentos, sendo conferido o 1º grau para nível microscópico, 2º grau para nível parcial e 3º grau para ruptura total.
LUXAÇÕES perda definitiva de contato das superfícies articulares. Ocorrem apenas em articulações.
FRATURAS - SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE ÓSSEA - · FECHADAS - OCORRE APENAS A LESÃO ÓSSEA, SEM ROMPIMENTO DA INTEGRIDADE DA PELE. - Procedimentos nas fraturas fechadas: evitar movimentação / checar pulsos distais (só em membros) / estabilizar / imobilizar.· ABERTAS (COM OU SEM EXPOSIÇÃO ÓSSEA) - NESSES CASOS, ALÉM DA LESÃO ÓSSEA, OCORRE TAMBÉM A RUPTURA DA PELE, PORÉM A ESPÍCULA ÓSSEA PODE ESTAR EXTERIORIZADA OU SIMPLESMENTE TER CAUSADO A ABERTURA NA PELE E RETORNADO PARA O INTERIOR.- Sempre que ocorrer uma fratura aberta, seja com exposição ou não, a prioridade será a hemostasia.- Procedimentos nas fraturas abertas sem exposição: evitar movimentação / hemostasia / checar pulsos distais (só em membros) / cobrir o ferimento / estabilizar / imobilizar.- Procedimentos nas fraturas abertas com exposição: evitar movimentação / hemostasia / checar pulsos distais (só em membros) / cobrir o osso exposto / estabilizar / imobilizar.Pulsos distais nos membros superiores: gradial e ulnar Pulsos distais nos membros inferiores: pedioso e tibial posteriorCuidados básicos com os ferimentos abertos¨ antes de qualquer atitude, proteja-se. Se a ferida apresenta sangramento, pare a hemorragia¨ agora, lave o ferimento com agua e sabao neutro ou preferencialmente, soro fisológico¨ cubra a ferida com gaze esterilizada.¨ não use pomadas, nem qualquer outro produto que possa causar reação alérgicaAPLICAÇÃO DE GELOEm todos os casos de lesÃo aberta, a antitetÂnica é obrigatório! Uso do gelo. Nas lesões fechadas o gelo não pode ser usado diretamente sobre a pele, nem em ferimentos abertos, mucosas, globo ocular e genitália.Deve ser aplicado no local da lesao fechada, envolvido em saco plastico, por 20', com intervalos de 20' tambem, sendo repetida a aplicação por três vezes.
ALTERAÇÕES PSICO-MOTORASDISTÚRBIOS DA CONSCIÊNCIA E DO COMPORTAMENTO• Consciência – lucidez e orientação no tempo e no espaço.• Comportamento – conduta de acordo com o padrão da sociedade local.• Síncope - inconsciência até 3’ ?? - é a perda da consciência completa e breve, levando a um estado de morte aparente, porém com a característica da retomada de consciência espontânea.• Coma – inconsciência por mais de 3’ ?? - geralmente as vítimas apresentam apenas as funções vegetativas, mas que podem ainda assim estarem reduzidas.No atendimento de emergência, a classificação da inconsciência como síncope ou coma não é prioridade. O socorrista atende da mesma forma, ou seja, os procedimentos são referentes a uma pessoa inconsciente!
CAUSAS DE ALTERAÇÕES DA CONSCIÊNCIA. Hipoglicemia . Diminuição do % de glicose circulante (ocorre em qualquer pessoa) - a administração de açucar por via oral e o procedimento clássico, contanto que a vítima esteja consciente. Nos casos de inconsciência, o açucar poderá ser posto na mucosa sublingual, sem haver deglutição.. Hiperglicemia . O aumento do %de glicose circulante (ocorre somente em diabeticos) - a conduta e a administracao de insulina. Nos casos de inconsciência onde não temos diagnóstico de hipo ou hiperglicemia, e colocado açucar sublingual. Se a víitima reagir satisfatoriamente, temos a confirmação de hipoglicemia. Em caso contrário, confirmamos hiperglicemia. Portanto, se houver dúvida quanto ao diagnóstico, no caso de diabéticos e inconscientes, a administracao de açúcar sublingual e o procedimento indicado.. Convulsão . na crise convulsiva pode ocorrer diminuicao de aporte sanguineo cerebral com todos os resultados ja conhecidos.
ATENÇÃONa convulsão, a vítima não enrola nem engole a língua e a saliva não é contagiosa. A crise convulsiva é dividida em duas fases distintas:1 - Fase tônico-clônica - duração de 40” a 1’, onde a principal preocupação é evitarmos outras lesões, principalmente T.C.E., realizando a contenção da cabeça e assim evitando choques com o solo.2 - Fase de relaxamento - não tem duração pré-determinada. É onde a vítima corre risco, pois estando geralmente em decúbito dorsal, sofre a ação da gravidade, ocasionando queda da língua e provocando asfixia. Tomamoscuidados com a permeabilidade das vias aéreas, e a colocamos lateralizada, para escoamento das secreções da boca.Posição de recuperação (deitado em decúbito lateral do lado esquerdo)Observações1 – Essa posição é adotada nas emergências clínicas, principalmente nas pessoas inconscientes. Devem ser posicionadas preferencialmente para o lado esquerdo. É a posição ideal para os casos de pessoas que não recuperaram a consciência na fase de relaxamento da convulsão.2 – Três motivos pelos quais o lado esquerdo é preferencial na Posição de recuperação.- Curvatura da Aorta (Facilita o escoamento sanguíneo pelo aórtico)- Fundo do estômago (Mantém o conteúdo gástrico no fundo do estômago)- Veia cava inferior (Evita compressão da veia cava inferior)TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÕES• A estabilização cervical e sempre prioridade . É claro que se temos uma vítima com lesão traumática apenas em membros e o mecanismo não sugere trauma cervical, não haverá essa prioridade, porém, estabilizar aregião cervical será sempre uma preocupação, mesmo que seja por precaução.•As imobilizações de um segmento devem abranger as articulacoes adjacentes . Quando fazemos imobilização em segmentos, temos que estabilizar as articulações adjacentes pelo fato das mesmas criarem segmentos instáveis.• Pessoas inconscientes necessitam de vigilância mais próxima – se o socorrista estiver distante da vítima, a checagem dos sinais vitais será impossível de ser realizada.• Em casos de lesões em um dos membros inferiores, utiliza-se o lado íntegro como amparo ao lado lesado – esse procedimento só é possível nos membros inferiores, e, normalmente utilizamos algum material, como colcha/ cobertor / etc..., na intenção de aumentar a congruência entre os dois membros.• Nas imobilizações de membros, não esquecer da checagem da sensibilidade, enchimento capilar e pulsos distais – uma imobilização é considerada bem feita quando permite a livre circulação sanguínea e não diminui a sensibilidade no segmento estabilizado.TÉCNICAS DE TRANSPORTES. Transporte so passa a ser prioridade quando:1 . não há mais nada a fazer no local.2 . quando dele depender a vida da vítima.3 . quando o local oferecer risco a vítima ou ao socorrista.. Metodos de transporte poderão ser com: 1, 2, 3 ou mais executantes . Não há técnicas de transporte com mais de 3 pessoas, pois o que ocorrerá será aumento de colaboradores, mas o método continuará sendo o mesmo.Porém, no ambiente hospitalar, raramente fazemos transporte e sim remoções entre leitos, salas ou setores, e mesmo assim, em cadeiras de rodas ou macas.. A escolha do método de transporte dependerá:1 . da gravidade da lesão.2 . do nº de pessoas disponíveis.3 . do local do evento. Antes de iniciarmos o transporte, temos que verificar: peso, posição e lesões da vítima / percurso / local onde se encontra / ajuda disponível.Essas observações acima são particularmente verdadeiras nas ocorrências pré-hospitalares.. Toda vítima que apresentar lesão de coluna tem que ser transportado em decúbito dorsal, sobre superficie plana e rígida (prancha), ou em último caso, em bandeja de braços . Não é admissível pensarmos em transportarpessoas com TRM utilizando material que permita flexibilidade, desestabilizando a coluna.
Sufocamento
Paradas respiratórias podem ser provocadas por sufocamento. Diversos tipos de sufocamento requerem métodos diferentes de socorro. Os principais casos são:
Gases Venenosos, Vapores Químicos ou Falta de OxigênioRemova a vítima para um local arejado e não contaminado. Inicie a respiração de socorro pelo método Holger Nielsen ou boca a boca.
AfogamentoRetire rapidamente a vítima da água. Inicie a respiração boca a boca o mais rápido possível, ainda na água, no barco ou tão pronto atinja um local mais raso. Agasalhe a vítima. Se necessário, comprima seu estômago para expulsar a água, virando o rosto para o lado.
Sufocamento por Saco PlásticoRasgue ou retire o saco plástico e inicie imediatamente a respiração boca a boca.
Soterramento
1. Mantenha a vítima em segurança, se possível. Evite ao máximo movê-la sem ajuda especializada;2. Procure ficar em um local seguro, a fim de evitar novos desmoronamentos;2. Verifique o nível de consciência da vítima;3. Libere a boca da vítima, retirando sua dentadura, pontes dentárias ou restos de alimentos;4. Inicie imediatamente a respiração boca a boca:5. Se não houver pulsação, efetuar ao mesmo tempo a massagem cardíaca.
Desmaio
Alguém que sofre um desmaio pode ter sido vítima de um acidente vascular-cerebral (AVC ou derrame), infarto agudo do miocárdio (IAM), fome, cansaço, excesso de sol, emoções fortes ou outras doenças. Ao encontrar alguém desmaiado, siga os procedimentos a seguir:
Conduta:1. Não tente levantá-lo, ao contrário, mantenha-o deitado;2. Verifique se a vítima está respirando bem, fazendo a inclinação da cabeça para trás (veja, ouça e sinta a respiração). Caso não esteja, proceda com a respiração de socorro;3. Verifique se o coração está batendo, caso contrário execute uma massagem cardíaca;4. Desaperte as roupas da vítima e eleve ligeiramente as pernas;5. Afaste as pessoas que estiverem em volta para que o ar possa circular livremente. Um desmaio pode vir acompanhado ou precedido de sudorese (suor abundante) e palidez. Geralmente a vítima recobra a consciência em um ou dois minutos;6. Chame por socorro.
Nunca dê água, leite ou alimentos a quem não recobrou totalmente a consciência, pois pode haver risco de engasgamento e morte.
Convulsão
É a perda súbita da consciência, acompanhada de contrações musculares bruscas e involuntárias. Acontece repentinamente. Pode ser causada por febre muito alta, epilepsia, traumatismo na cabeça e intoxicações.
Sintomas:- Perda da consciência;- Contrações musculares irregulares e rápidas por todo o corpo, incluindo a face e os olhos. A vítima se contorce e se agita violentamente;- Sono profundo após a crise.
Conduta:1. Evite, se possível, a queda da vítima contra o chão;2. Coloque um pano entre os dentes para que a vítima não morda a língua;3. Não impeça os movimentos convulsivos; afaste os objetos próximos para que a vítima não se machuque, batendo contra eles;4. Afrouxe a roupa da vítima;5. Evite estímulos como sacudidas. Não a faça aspirar vinagre, álcool ou amoníaco;6. Não tenha medo da salivação abundante. Ela não é contagiosa;7. Durante a convulsão, observe as partes do corpo que estão apresentando movimentos convulsivos para relatar ao serviço de saúde.8. Quando as convulsões desaparecerem acomode a vítima de forma confortável, orientando-a quanto ao tempo e espaço e confirmando se ela respira bem;9. Encaminhe-a em seguida, a um posto médico.
Proteja o corpo da vítima para que ela não se machuque contra objetos, afastando-os. Não segure seus membros e aguarde socorro.
Ataque de Epilepsia: Se durar mais de 15 minutos chame um médico.
Convulsões Febris em Crianças: Ocorrem subitamente quando a temperatura do corpo atinge 39 a 40º. Dê um banho frio e mantenha uma toalha de água com álcool sobre o corpo, levando-a rapidamente ao posto de saúde mais próximo.
Traumatismo muscular-esquelético (entorse)
Lesão que ocorre quando se ultrapassa o limite normal de movimento de uma articulação. Normalmente, ocasiona uma distensão dos ligamentos e da cápsula articular.
Sintomas:- Dor intensa ao redor da articulação;- Dificuldade de movimentação em graus variáveis;- Pode haver sangramentos internos.
Conduta:1. Resfrie o local com uma bolsa de gelo ou toalhas frias. Massagens ou aplicações quentes devem ser feitas apenas 24 horas após o entorse;2. Imobilize a articulação atingida e não a movimente de forma alguma;3. Procure um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequados.
Contusão
Resultado de um forte impacto na superfície do corpo. Pode causar uma lesão nos tecidos moles da superfície, nos músculos ou nos ligamentos articulares. Algumas vezes a lesão é profunda, tornando difícil determinar a sua extensão.
Sintomas:- Coloração roxa da pele.(Hematoma)- Dor na área de contato.
Conduta:1. Resfrie o local com uma bolsa de gelo ou toalhas frias. Massagens ou aplicações quentes devem ser feitas apenas 24 horas após a contusão;2. Procure um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequados.
Luxação
Deslocamento de um osso da articulação, geralmente acompanhado de uma grave lesão de ligamentos articulares. Isso resulta no posicionamento anormal dos dois ossos da articulação. A luxação pode ser total, quando os dois ossos perdem totalmente o contato, ou parcial, quando ainda resta contato entre os ossos.
Sinais e Sintomas:- Deformidade e movimento anormal da articulação;- Cavidade entre as superfícies articulares;- Dor intensa;- Sangramento intenso.
Conduta:1. Coloque cuidadosamente os dois ossos numa posição de conforto que permita a imobilização e o transporte com o mínimo de dor. A articulação só deve ser recolocada no lugar por profissionais médicos;2. Não faça massagem ou aplicação de calor;3. Procure imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequados.
Fratura
Rompimento total ou parcial de qualquer osso.
Classificação:
Quanto à exposição do osso ao ambiente:1. Fechada: Quando a pele não é rompida pelo osso quebrado;2. Aberta ou Exposta: Quando o osso atravessa a pele e fica exposto. A possibilidade de infecção neste tipo de fratura é muito grande, e deve ser observada com atenção.
Quanto à extensão da fratura:1. Completa: Abrange toda a espessura do osso;2. Incompleta: Abrange parte da espessura do osso.
Sintomas:- Dor intensa no local e que aumenta ao menor movimento;- Inchaço;- Crepitação ao movimentar (som parecido com o amassar de um papel);- Hematoma (rompimento de vaso, com acúmulo de sangue no local);- Paralisia por lesão de nervos.
Conduta:1. Não tente colocar o osso no lugar, pois isto poderá causar complicações. Coloque os ossos numa posição mais próxima do natural, lentamente, junto ao corpo;2. Só movimente o segmento do corpo fraturado após sua imobilização, que pode ser feita com um pedaço de madeira, cabo de vassoura, guarda-chuva ou outro material estável;3. Imobilize as articulações acima e abaixo do local fraturado;4. Evite limpar qualquer ferida; qualquer movimento desnecessário poderá causar complicações (exposição da fratura, corte de vasos ou ligamentos etc.);5. Aplique gelo para reduzir a inflamação;6. Procure um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequados.
Se houver dúvidas sobre o osso estar ou não quebrado, aja como se realmente houvesse um fratura e imobilize o local.
Consulte: Fraturas na Coluna Vertebral.
Fraturas na Coluna Vertebral
A Coluna Vertebral é feita de vários ossos pequenos (vértebras), empilhados uns sobre os outros, formando uma espécie de tubulação, por onde passam os nervos (medula) que levam e trazem mensagens do cérebro para o restante do organismo, permitindo que se realizem todas as atividades do corpo humano (respiração, movimentação etc.). Uma fratura da coluna vertebral pode causar lesões na medula, levando a sérios danos à saúde da pessoa (exemplo: paralisia das pernas), que podem até ser irreversíveis.
Sintomas:- Dor nas costas ou pescoço;- Formigamento de parte do corpo, geralmente nas pernas;- Dificuldade ou impossibilidade de movimento, ou de sentir alguma parte do corpo (geralmente as pernas).
Conduta:1. Não deixe a vítima se movimentar, e não tente removê-la do local sem ajuda especializada;2. Observe a sua respiração. Esteja pronto para iniciar a respiração boca a boca;3. Imobilize a vítima completamente, sem submetê-la a movimentos bruscos, de tal forma que ao levá-la a um serviço de saúde não haja movimento da coluna ou da cabeça.
Transporte:- O transporte tem que ser feito em maca;- Durante o transporte em veículos, evite balanços e freadas bruscas, para não agravar a lesão;- Mantenha a vítima deitada de barriga para cima colocando, por baixo do pescoço e da cintura, um travesseiro, toalha ou lençol dobrado, de forma que eleve a coluna.
Queimaduras
Lesão decorrente da ação do calor ou frio intensos, produtos químicos, corrente elétrica, emanações radioativas e substâncias biológicas (animais e plantas).
Exemplos:- Contato direto com chama, brasa ou fogo;- Contato com gelo ou superfícies congeladas;- Vapores quentes;- Líquidos ferventes;- Sólidos superaquecidos ou incandescentes;- Substâncias químicas (ácidos, soda cáustica, fenol, nafta etc.);- Emanações radioativas;- Radiações infravermelhas e ultravioletas (em aparelhos de laboratórios ou devido ao excesso de raios solares);- Eletricidade;- Contato com animais e plantas. Ex: animais: larvas, medusa, água-viva e alguns sapos; plantas: Urtiga.
Classificação:
Quanto à profundidade:Primeiro Grau: Quando a lesão é superficial, provocando apenas a vermelhidão da pele, sem formar bolhas. Geralmente ocorre muita dor pela irritação das terminações nervosas da pele.Segundo Grau: Quando a lesão é mais profunda, provocando a formação de bolhas.Terceiro Grau: Quando a pele é destruída e são atingidos músculos e/ou órgãos internos do corpo.
Obs.: O mesmo paciente pode ter queimaduras dos três graus ao mesmo tempo.
Quanto à extensão:As queimaduras são classificadas quanto à área do corpo atingida. Quando a área afetada é maior que a da palma da mão, a vítima deve receber assistência qualificada depois que lhe forem prestados os primeiros socorros.
Conduta:1. Afaste a pessoa do agente causador da queimadura;- Agentes Químicos: Lave a área queimada com bastante água, retirando a roupa se ainda contiver alguma substância.- Fogo: Apague de forma adequada (extintor apropriado, areia, água ou outro). Se necessário, abafe com cobertor ou role o acidentado no chão. Não corra.2. Verifique se a respiração, o batimento cardíaco e o nível de consciência estão normais;3. Mergulhe a área afetada em água limpa ou em água corrente até aliviar a dor. Não rompa as bolhas nem retire roupas queimadas que estiverem aderidas à pele. Se as bolhas estiverem rompidas, não as coloque em contato com a água;4. Não aplique pomadas, líquidos, cremes e outras substâncias sobre a queimadura. Estas podem complicar o tratamento e necessitam de indicação médica;5. Se a pessoa estiver consciente e sentir sede, dê a ela toda a água que deseje beber, lentamente e com cuidado;6. Encaminhe logo à assistência de saúde, para avaliação e tratamento.
O risco de MORTE é maior nos grandes queimados:- Criança com mais de 10% de área corporal queimada;- Adulto com mais de 15% de área corporal queimada.
Tem-se uma idéia aproximada da superfície queimada usando a "regra dos nove":- Cabeça - 9% da superfície do corpo;- Pescoço - 1%;- Membro superior esquerdo - 9%;- Membro superior direito - 9%;- Tórax e abdome (frente, incluindo os genitais) - 18%;- Tórax e região lombar (costas) - 18%;- Membro inferior esquerdo - 18%;- Membro inferior direito - 18%.
Queimaduras nos Olhos
Podem ser produzidas por substâncias irritantes - ácidos, bases, água quente, vapor, cinzas quentes, pó explosivo, metal fundido ou chama direta.
Conduta:- Lave os olhos com água em abundância ou, se possível, com soro fisiológico, durante vários minutos;- Não esfregue os olhos;- Não pingue colírios;- Cubra os olhos atingidos com uma gaze ou panos limpos gelados;- Consulte um profissional de saúde o mais rápido possível.
Intoxicações
Vivemos diariamente cercados por substâncias tóxicas, seja no ambiente de trabalho, seja no lar, onde existem produtos variados: desinfetantes, inseticidas, tintas, água sanitária, remédios etc.. Saiba que qualquer substância pode ser tóxica, dependendo exclusivamente da dose e maneira de usá-la.
Vias de entrada:1. Boca: ingestão de qualquer tipo de substância tóxica, química ou natural.2. Pele: contato direto com plantas de substâncias químicas tóxicas.3. Vias respiratórias: aspiração de vapores ou gases emanados de substâncias tóxicas.4. Contaminação dos olhos: Por contato com substâncias tóxicas ou naturais.
Sintomas:Os sinais e sintomas normalmente variam conforme a substância tóxica e via de penetração porém, de maneira geral podemos observar sinais evidentes na boca ou na pele da vítima, que indicam que ela entrou em contato com substâncias tóxicas. Estes sinais são:
- Hálito com odor estranho, no caso de ingestão ou inalação de um tóxico;- Modificação na coloração dos lábios e exterior da boca;- Dor, sensação de queimação na boca, garganta ou estômago;- Sonolência, confusão mental, torpor;- Delírios, alucinações e estado de coma;- Lesões na pele, queimaduras intensas com limites bem nítidos;- Depressão respiratória.
Veja como proceder nos seguintes casos:- Ingestão de substância tóxica- Inalação de substância tóxica- Contaminação da pele por substância tóxica- Contaminação dos olhos por substância tóxica
A observação é de extrema importância para relatar as circunstâncias da intoxicação. Por exemplo: se a intoxicação for provocada por algum produto químico, procure o vidro ou caixa onde ele se encontrava. Normalmente você poderá encontrar aí informações tais como substâncias que compõem o produto e antídoto apropriado. Procure levar ao médico a substância tóxica em seu recipiente ou frasco original; Caso o envenenamento tenha sido causado por plantas ou comida, se possível, leve uma amostra.
Ingestão de substância tóxica:
Como proceder:
1. Paciente Consciente:a. Conserve o corpo da vítima aquecido com cobertores;b. Encaminhe à Assistência de Saúde.
2. Paciente inconsciente ou em crise convulsiva:a. Se a vítima estiver inconsciente, não dê nada para ela beber;b. Verifique se há respiração, caso contrário proceda com a respiração de socorro;c. Abra a boca da vítima, para verificar se a língua não está trancando a respiração;d. Coloque a cabeça da vítima em posição lateral de segurança, para evitar a aspiração de vômito espontâneo;e. Encaminhar ao centro de saúde mais próximo.
Para mais informações, consulte Intoxicações.
Inalação de substância tóxica:
Como proceder:
1. Leve imediatamente a vítima para um local aberto, ou com maior ventilação para que os gases tóxicos possam ser expelidos;2. Verifique a respiração da vítima e remova qualquer objeto da boca do paciente. Caso a mesma não esteja respirando, proceda com a respiração de socorro.3. Mantenha seu queixo para cima, incline sua cabeça para trás o máximo possível e assopre em sua boca ou nariz, até que o tórax levante. Repita o procedimento entre 12 a 18 vezes por minuto;4. Conservar o corpo aquecido, enrolando o paciente em cobertores se necessário;5. Encaminhar a vítima rapidamente a um serviço médico.
Para mais informações, consulte Intoxicações.
Contaminação da pele por substância tóxica
Como proceder:
1. Coloque o acidentado sob um chuveiro ou jato de água corrente, enquanto toda roupa é retirada;2. Vista o acidentado com roupas limpas;3. Não tente utilizar nenhum antídoto químico por conta própria;4. Encaminhe a vítima rapidamente a um serviço médico.
Para mais informações, consulte Intoxicações.
Contaminação dos olhos por substância tóxica
1. Separe bem as pálpebras e lave os olhos durante 15 a 20 minutos com água corrente em uma lavadora ocular ou com uma corrente de água pouco intensa de mangueira ou torneira. A lavagem precisa ser iniciada imediatamente, pois o atraso de alguns segundos aumentará muita a intensidade da lesão;2. Encaminhe com urgência ao serviço médico.
Não use nenhum colírio em hipótese alguma.
Para mais informações, consulte Intoxicações.
Intoxicação por Plantas
Plantas tóxicas são encontradas em todos os lugares: quintais, terrenos baldios e dentro de casa. Quando colocadas na boca ou manipuladas podem ser perigosas, principalmente para as crianças. Os efeitos das plantas variam com as diferentes espécies, sendo que os mais comuns são: náuseas, vômitos, diarréia e desidratação.
Prevenção:- Mantenha plantas de qualquer tipo longe do alcance das crianças;- Ensine às crianças que não se colocam plantas na boca;- Conheça as plantas da sua casa e arredores pelo nome e características;- Não use remédios caseiros feitos de plantas sem orientação médica;- Não coma plantas desconhecidas. Lembre-se de que há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta.
Conduta:1. Retire da boca da vítima o que resta da planta, cuidadosamente e enxágüe-la com água corrente abundante;2. Faça o intoxicado ingerir água, leite, clara de ovo;3. Examine a língua e a garganta da vítima para verificar a irritação causada;4. Procure um médico;5. Guarde a planta para posterior identificação.
Engasgamento
O procedimento a seguir, conhecido como Manobra de Heimlich, deve ser executado em casos de engasgamento.
Se a vítima ainda estiver respirando ou tossindo, facilite suas tentativas de se desengasgar, caso contrário, se a vítima não estiver conseguindo nem tossir, siga o procedimento:
1. Posicione-se atrás da vítima;2. Coloque uma mão fechada exatamente entre o umbigo e o osso pontudo do peito;3. Coloque sua outra mão aberta sobre a mão fechada e desfira cinco golpes para cima e para dentro da barriga da vítima até que o objeto saia ou a vítima fique inconsciente.
Se a vítima tornar-se inconsciente:1. Deite a vítima de costas;2. Cavalgue a vítima na altura das coxas;3. Coloque suas mãos, uma em cima da outra, abertas exatamente entre o umbigo e o osso pontudo do peito;4. Desfira cinco golpes para cima e para dentro da vítima e a cada seqüência faça uma ventilação boca a boca;5. Verifique o pulso, se o coração parar de bater, faça uma massagem cardíaca;6. Chame por socorro.
Sinais Vitais
São todos os sinais que indicam a existência de vida, ou ainda, reflexos e sinais que permitem concluir sobre o seu estado geral. Utiliza-se a observação dos sinais vitais mais importantes do Corpo Humano para avaliar o estado físico e mentaldas pessoas. Estes sinais são:
a. Temperatura;b. Pulso;c. Respiração.
O pulso é verificado em todas as artérias existentes no corpo, são elas:- carótida;- braquial;- radial;- temporal;- poplítea;- tibial anterior.
Estado de Choque
Em todos os casos de lesões graves, com grandes hemorragias internas ou externas, pode surgir o estado de choque.
Condições causadoras do estado de choque:1. Queimaduras graves, ferimentos graves ou extensos;2. Esmagamentos;3. Perda de sangue;4. Acidentes por choque elétrico;5. Envenenamento por produtos químicos;6. Ataque cardíaco;7. Exposição a extremos de calor ou frio;8. Dor aguda;9. Uma infecção;10 .Intoxicação por alimentos;11. Fraturas.
Sinais que indicam o estado de choque:1. Pele fria e pegajosa;2. Suor na testa e nas palmas das mãos;3. Face pálida, com expressão de ansiedade;4. A vítima queixa-se de sensação de frio, chegando às vezes a ter tremores;5. Náuseas e vômitos;6. Respiração curta, rápida e irregular;7. Sede, agitação e confusão mental;8. Visão nublada;9. Pulso fraco e rápido;10. Ausência parcial ou total de consciência.
Diante deste quadro, enquanto espera a chegada de recurso médico, ou providencia o transporte da vítima, tome as seguintes medidas:1. Realize uma rápida inspeção na vítima;2. Combata, evite ou contorne a causa do choque, se possível (exemplo: controle da hemorragia);3. Conserve a vítima deitada com as pernas elevadas em ângulo de 30 graus caso não haja fratura;4. Afrouxe a roupa apertada no pescoço, no peito e na cintura;5. Retire da boca caso existam: dentadura, goma de mascar etc.;6. Mantenha a vítima respirando;7. Mantenha a cabeça da vítima virada para o lado;8. Se for possível, mantenha a cabeça da vítima mais baixa que o tronco;9. Mantenha a vítima agasalhada, utilizando cobertores, mantas etc..
Não dê, em hipótese alguma:- bebidas alcoólicas;- líquidos, se a pessoa estiver inconsciente ou semi-inconsciente, ou caso suspeite de lesão abdominal.
Choque Elétrico
Não toque na vítima até que ela esteja separada da corrente ou que esta seja interrompida.
Não tente retirar uma pessoa presa a um cabo elétrico exposto ao tempo, a menos que você tenha sido especialmente treinado para este tipo de salvamento. Entretanto lembre-se de que cada segundo de contato com a eletricidade diminui a possibilidade de sobrevivência da vítima ao choque elétrico.
Se você souber, desligue a tomada ou a chave geral da corrente elétrica. Se não souber, chame imediatamente alguém que entenda do assunto ou então use uma vara ou ramo seco, uma corda seca ou um pano seco para afastar ou empurrar o fio da vítima. Toque apenas em material seco e que não conduza eletricidade.
Em caso de choques elétricos são comuns às paradas respiratórias. Inicie a respiração boca a boca logo que a vítima esteja livre do contato com a corrente elétrica.
Hemorragia
Hemorragia é a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sangüíneo, veia ou artéria, alterando o fluxo normal da circulação. A Hemorragia abundante e não controlada pode causar morte em 3 a 5 minutos.
Classificação:
1. Segundo o Local:Externa: Origem visível, o sangue verte para o exterior.Interna: Quando se produz numa cavidade fechada. Ex: fígado, baço etc.Mista: Interna no momento de produzir-se, e externa quando verte para o exterior.
2. Segundo a espécie:Arteriais: Mais perigosas; o sangue é vermelho vivo e sai em jato forte, rápido e cíclico.Venosas: O sangue é mais vermelho-escuro, e sai de forma contínua e lentamente.Capilares: O sangue é de cor intermediária, e brota como pequenas gotas.
Fatores que interferem e modificam o efeito de uma hemorragia.Idade: menor tolerância em crianças e velhos.Sexo: menor tolerância em mulheres.
O que fazer diante de uma Hemorragia?As providências que você deve tomar para estancar a hemorragia vão depender da parte do corpo em que ela se localiza.
Para saber como proceder veja:Hemorragia InternaHemorragia ExternaHemorragia Nasal
Hemorragia Interna
Para maiores informações veja Hemorragia.
Uma colisão ou um choque com objeto pesado pode acarretar muitas vezes, em hemorragia interna. A hemorragia se traduz pelo rompimento de vasos internamente ou de órgãos importantes como o fígado ou o baço. Como não vemos o sangramento, temos que prestar atenção a alguns sinais externos, para podermos diagnosticar e encaminhar ao tratamento médico imediatamente e evitar o estado de choque.
Verifique:Pulsação: Se o pulso está fraco e acelerado;Pele: Se estiver fria, pálida e se as mucosas dos olhos e da boca estão brancas;Mãos e dedos (extremidades): Se estiverem arroxeados pela diminuição da circulação sangüínea.
O que fazer:1. Deite o acidentado, com a cabeça num nível mais baixo que o do corpo, mantendo-o o mais imóvel possível.;2. Coloque uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do trauma;3. Tranqüilize o acidentado se ele estiver consciente;4. Suspenda a ingestão de líquidos;5. Observe rigorosamente a vítima para evitar parada cardíaca e respiratória;6. Providenciar auxílio médico.
Hemorragia Externa
Para maiores informações veja Hemorragia.
Nos membros superiores (braços) e inferiores (pernas). São casos que encontramos com facilidade e que podem acontecer a qualquer momento quando lidamos com materiais cortantes ou mesmo quando se leva um tombo e há sangramento na ferida.
O que fazer:1. Deite a vítima imediatamente;2. Levante o braço ou a perna ferida e deixe assim o maior tempo possível;3. Coloque sobre a ferida um curativo de gaze ou pano limpo e pressione;4. Amarre um pano ou atadura por cima do curativo;5. Se continuar sangrando, faça a compressão na artéria mais próxima da região;6. Providencie auxílio médico.
Ao cessar a hemorragia, evite movimentar a parte afetada.
Hemorragia Nasal
Para maiores informações veja Hemorragia.
De todas as hemorragias que podem acontecer esta é a mais comum em crianças e adultos. É causado pelo rompimento dos vasos sangüíneos do nariz devido a esforços físicos, excesso de sol, trabalhos expostos a altas temperaturas, diminuição de pressão atmosférica, saídas bruscas de câmaras pneumáticas de submersão, ou ainda em conseqüência de algumas doenças, o que requer uma investigação imediata.
O que fazer:1. Tranqüilize a vítima;2. Afrouxe a roupa que estiver comprimindo o pescoço e o tórax da vítima;3. Sente a vítima em local fresco, verificando o pulso (se estiver cheio e forte, deixe sair uma certa quantidade de sangue);4. Comprima a narina sangrante com os dedos por 5 a 10 minutos;5. Tampe a narina sangrante com um chumaço de algodão;6. Coloque uma compressa de pano frio ou uma bolsa de gelo no nariz, testa e nuca da vítima;7. Se a hemorragia não cessar desta forma, encaminhe a vítima imediatamente ao médico.
Recomendações:- Peça à vítima que respire pela boca;- Não a deixe assoar o nariz.
Picadas por cobras
Procure a Regional da Secretaria de Saúde ou o hospital mais próximo. Os postos de saúde não possuem soro antiofídico e não devem ser procurados, para que não haja perda de tempo.
É importante que o local picado seja lavado com água e sabão para evitar infecções secundárias. Mantenha a pessoa picada em repouso, no trajeto para o hospital. O membro atingido deve ser mantido para o alto. Se a picada for na perna, a pessoa deve ser deitada, com a perna para cima. Ainda durante o trajeto para o hospital, você pode aplicar compressa de gelo no local atingido. Não tente sugar o veneno. Normalmente, espremer a região não ajuda, pois as picadas são profundas e o sangue não sai. É importante, também, que a cobra seja identificada. Se você não souber fazer a identificação, ela deve ser levada para a avaliação dos médicos, pois cada espécie tem um tipo de soro antiofídico diferente.
Ferimentos Leves
Faça a limpeza do local com soro fisiológico ou água corrente, curativo com mercurocromo ou iodo e cubra o ferimento com gaze ou pano limpo, encaminhando a vítima a um posto médico.
Não tente retirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento.
Para ferimentos profundos, veja Hemorragia.
Ferimentos Graves
Ferimentos Abdominais Abertos:Evite mexer em vísceras expostas. Cubra-as com compressas úmidas e fixe-as com faixa, removendo a vítima com cuidado a um pronto-socorro mais próximo.
Ferimentos Profundos no Tórax:Cubra o ferimento com gaze ou pano limpo, evitando entrada de ar para o interior do tórax durante a inspiração. Aperte moderadamente um cinto ou faixa em torno do tórax para não prejudicar a respiração da vítima.
Ferimentos na Cabeça:Afrouxe as roupas da vítima e mantenha-a deitada de barriga para cima, agasalhada. Faça compressa para conter hemorragias, removendo-a ao pronto-socorro mais próximo.
Ferimentos Perfurantes
São lesões causadas por acidentes com vidros, metais etc.. Deve ser feitos um curativo com gaze e atadura.
Cuidados ao fazer o curativo:- A região deve estar limpa e os músculos relaxados;- Comece a enfaixar das extremidades dos membros lesados para o centro;- Qualquer enfaixamento ou bandagem que provoque dor ou arroxeamento na região deve ser afrouxado imediatamente;
Torniquetes:São utilizados somente para controlar hemorragias nos casos em que a vítima teve um membro amputado ou esmagado.
Transporte de Acidentados
A movimentação ou transporte de um acidentado ou doente devem ser feitos com cuidado a fim de não complicar as lesões existentes.
Antes de remover a vítima:- Controle a hemorragia;- Mantenha a respiração;- Imobilize todos os pontos suspeitos de fraturas;- Evite ou controle o estado de choque.
A maca é o melhor meio de transporte:Pode-se fazer uma boa maca adotando-se duas camisas ou um paletó em duas varas ou bastões resistentes ou enrolando um cobertor, dobrado em três, em volta de tubos de ferro ou bastões. Ou ainda, usando uma tábua larga.
Ao remover ou transportar a vítima, obedeça às seguintes orientações:
Como levantar a vítima com segurança:Se o ferido tiver de ser levantado antes de um exame para verificação das lesões, cada parte de seu corpo deve ser apoiada. O corpo tem de ser mantido sempre em linha reta, não devendo ser curvado.
Como mover o ferido para um local seguro:Puxe a vítima pela direção da cabeça ou pelos pés e nunca pelos lados. Tenha o cuidado de certificar-se de que a cabeça está protegida.
Como transportar a vítima:Ao remover um ferido para um local onde possa ser usada a maca, adote o método de uma, duas ou três pessoas para o transporte da vítima, dependendo do tipo e da gravidade da lesão, da ajuda disponível e do local (escadas, paredes, passagens estreitas etc.).
Os métodos que empregam um ou dois socorristas são ideais para transportar uma pessoa que esteja inconsciente devido a afogamento ou asfixia. Todavia, não servem para carregar um ferido com suspeita de fraturas ou outras lesões graves. Em tais casos, use sempre o método de três socorristas.
Empregue um dos métodos abaixo, conforme o caso:1. Transporte de apoio;2. Transporte em "cadeirinha";3. Transporte em cadeira;4. Transporte em braço;5. Transporte nas costas;6. Transporte pela extremidade;7. Transporte em tábua com imobilização do pescoço (suspeita de fratura de coluna);
O transporte de acidentados em veículos (ambulâncias ou carros) também merece cuidado. Oriente o motorista quanto a freadas bruscas e balanços contínuos, que poderão agravar o estado da vítima. Lembre-se de que o excesso de velocidade, longe de apressar o salvamento do acidentado, poderá causar novas vítimas.
Manipulações erradas na coluna cervical (pescoço) são responsáveis por inúmeras lesões definitivas ou agravamento das condições da medula espinhal.
Acidentes Provocados pelo Calor
- Insolação: Ação dos raios solares, sobre uma pessoa, por tempo prolongado (praia, campo ou mesmo nas grandes cidades);
- Intermação: Ação do calor sobre pessoas que trabalham em ambientes fechados a altas temperaturas. Exemplo: caldeiras, fornos etc..
Sintomas:- Pele quente e vermelha, seguida de palidez facial;- Sudorese intensa;- Respiração rápida;- Vertigens e agitação.
Como proceder:Diminua a temperatura do corpo da vítima. Retire-a do local, umedeça sua cabeça e seu tronco com água fria e ofereça líquidos à vontade.
Acidentes Provocados pelo Frio
Sintomas:- Limitação dos movimentos dos membros;- Palidez facial;- Pele fria;- Dores articulares, semiconsciência e vertigens.
Como proceder:Aqueça a parte atingida utilizando água morna, roupas quentes, exercícios ou com qualquer meio disponível para gerar, sem queimar a pele.
Corpo Estranho nos Olhos
Pequenas partículas de vidro, madeira, poeira, carvão, areia ou limalha, grãos diversos, sementes, insetos, mosquitos, formigas, moscas, besouros entre outros.
Como proceder:- Pisque os olhos para permitir que as lágrimas lavem e removam pequenas partículas;- Não tente retirar o corpo estranho, nem esfregue os olhos com os dedos.
Caso o método anterior não funcione:- Lave o olho com soro fisiológico ou água limpa, utilizando uma conta gotas, ou deixando um filete de água escorrer sobre o mesmo;- Quando o corpo estranho estiver no "branco" do olho e for terra ou areia, tente removê-lo delicadamente com um cotonete.
Não faça:Se o corpo estranho estiver fixo ao globo ocular não tente retirá-lo. Coloque uma compressa ou pano limpo sobre os dois olhos para evitar movimentos conjugados e leves a vítima ao hospital imediatamente.
Corpo Estranho no Nariz
Pequenas partículas de vidro, madeira, poeira, carvão, areia ou limalha, grãos diversos, sementes, insetos, mosquitos, formigas, moscas, besouros etc..
Como proceder:- Tente expelir o ar pela narina contendo o corpo estranho. Para isso, feche a outra narina com o dedo e assoe o nariz;- Caso o corpo estranho esteja aderido à narina e não seja possível removê-lo desta forma, procure um hospital imediatamente.
Corpo Estranho nos Ouvidos
Pequenas partículas de vidro, madeira, poeira, carvão, areia ou limalha, grãos diversos, sementes, insetos, mosquitos, formigas, moscas, besouros entre outros.
Como proceder:- Coloque algumas gotas de óleo caseiro dentro do ouvido atingido e posicione a cabeça de forma que o corpo estranho possa escorregar para fora.
Não introduza nenhum instrumento em seu ouvido. Se não foi possível remover o corpo estranho com o dedo, ou com óleo, vá a um hospital imediatamente.
Corpo Estranho na Garganta
Pequenas partículas de vidro, madeira, poeira, carvão, areia ou limalha, grãos diversos, sementes, insetos, mosquitos, formigas, moscas, besouros, espinhas de peixe etc..
Como proceder:- Mantenha-se ao lado da vítima e de forma calma peça para ela tossir várias vezes, com a intenção de expelir o corpo estranho;- Com a mão em formato de concha, aplique alguns golpes no meio das costas com o tronco levemente fletido para frente;- Tentar a Manobra de Heimlich em pé ou deitado, caso a vítima desmaie;- Não obtendo sucesso, realize respiração boca a boca com a vítima deitada de barriga para cima e procure socorro médico.
Parto
Chame um médico ou providencie transporte para um hospital imediatamente. Caso o parto ocorra no caminho ou antes da chegada do médico, siga os procedimentos abaixo:
Procedimentos:- Não tente acelerar o nascimento da criança;- Lave as mãos e conserve limpo tudo o que cerca a mãe;- Durante o parto apenas ampare o corpinho da criança que nasce;- Proteja o recém-nascido, evitando contato com locais sujos ou chão frio e úmido. Mantenha a criança com a cabeça ligeiramente abaixada;- Cubra o recém-nascido a fim de mantê-lo aquecido;- Caso o bebê não esteja respirando, limpe rapidamente sua boca e nariz e coloque-o de cabeça para baixo, o que facilitará a saída de secreções. Se ainda assim, o bebê não respirar, aplique a respiração boca a boca. Aja com delicadeza;- Ferva uma tesoura ou limpe-a com álcool. Faça o mesmo com um barbante ou linha grossa;- Amarre o barbante ou linha grossa em volta do cordão umbilical, a cerca de 5 cm do bebê (quatro dedos) para interromper a circulação sangüínea no cordão. A seguir, amarre um outro barbante em volta do cordão umbilical, a cerca de 10 cm do bebê. Mantenha uma distância de 5cm entre os dois nós;- Corte o cordão umbilical, entre os dois barbantes, usando a tesoura limpa;- Mantenha mãe e filho agasalhados;- Segure a criança com cuidado e apenas o necessário;- Afaste as pessoas do local;- Leve mãe e filho imediatamente ao hospital mais próximo.
Importante:- Não interfira no processo de parto;- Não lave a película de cor esbranquiçada que cobre o corpo do recém-nascido, pois ela protege sua pele;- Nada deve ser feito com relação aos olhos, ouvidos, nariz e boca do bebê, a não ser que ele não esteja respirando. Deixe isso por conta do médico, da parteira ou da enfermeira.
Suprimentos de Urgência - Tenham sempre em casa ou no seu automóvel uma caixa de primeiros socorros. Eis alguns suprimentos necessários:1. Compressas de gaze esterilizadas de 7,5 x 7,5cm embrulhadas separadamente.2. Rolos de ataduras de gaze (em 3 tamanhos).3. Gaze, tipo chumaço, para olhos.4. Caixa de curativo adesivo.5. Cotonetes.6. Rolo de esparadrapo de 2,5cm.7. Pacote de algodão absorvente.8. Um vidro de 50cc de solução anti-séptica, mertiolate, mercurocromo ou similar.9. Pomada contra irritação da pele.10. Vidro de amônia.11. Vidro de álcool.12. Vidro de leite de magnésia.13. Vidro de água oxigenada.14. Tudo de vaselina esterilizada.15. Sal de cozinha (pequeno pacote).16. Tesoura.17. Termômetro.18. Saco para água quente.19. Sacos de plástico.20. Caixa de fósforos.21. Lanterna elétrica.22. Conta-gotas.23. Alfinetes de fralda.24. Copos de papel.25. Colheres de plástico.26. Sabão líquido não cáustico ou sabonete.Dor de ouvidoPara alívio temporário:- Levante a cabeça do paciente colocando-a sobre vários travesseiros;- Coloque um saco de água quente ou almofada térmica sobre o ouvido afetado.Importante:- Não deixe o doente assoar o nariz com força nem fechando uma das narinas;- Não use gotas, ungüentos ou óleos aquecidos no ouvido, a não ser que seja receitado pelo médico;- Dê ao paciente um analgésico comum para aliviar a dor.
O tratamento adequado exige diagnóstico seguro que só o médico pode dar.
Infarto do miocárdio (Enfarte)
O enfarte ou ataque cardíaco mais precisamente chamado de infarto do miocárdio, é a obstrução de uma artéria, impedindo o fluxo sangüíneo para uma área do coração, lesando-a. Ele pode ser fatal, por isso necessita de ajuda médica imediata.
Procedimentos:- Providencie auxílio médico imediato;- Deixe o paciente em posição confortável, mantendo-o calmo, aquecido e com as roupas afrouxadas;- Se houver parada cardio-respiratória, alterne massagem cardíaca e respiração boca a boca.
Picadas por escorpião
A picada de escorpião é extremamente perigosa, principalmente para crianças. Como o veneno age rápido, o socorro deve ser imediato. O local deve ser lavado com água e sabão, para evitar infecções secundárias e o escorpião deve ser levado junto com o paciente, para identificação.
Não perca tempo com medidas caseiras. No trajeto para o hospital, mantenha a pessoa em repouso e aplique gelo no local do ferimento. Para reduzir a dor da vítima, pode ser dado um analgésico.
Picadas por abelhas
A picada de abelha pode ser mais perigosa do que se imagina. Não existe soro específico para o caso. Dependendo da vítima, uma só picada pode gerar reações alérgicas graves, porém as picadas múltiplas são as mais sérias. Neste caso, não perca tempo com medidas caseiras e leve a vítima imediatamente ao Pronto Socorro mais próximo.
No trajeto para o hospital, você pode ir retirando os ferrões deixados pelas abelhas. Para retirar os ferrões, rasgue o local com uma lâmina ou faca. Cuidado, o uso da pinça faz com que o veneno continue sendo injetado.
As picadas de marimbondos e vespas são semelhantes às de abelhas mas nos dois casos, os ferrões permanecem fixos nos insetos e não são deixados nas vítimas. Se as picadas forem múltiplas, a pessoa deve ser imediatamente encaminhada ao hospital ou Pronto Socorro mais próximo.
Picadas por aranhas
As picadas de aranhas venenosas são muito perigosas. Para cada tipo de aranha deve ser tomado um cuidado diferente, mas é importante que você não perca tempo com medidas caseiras, que podem retardar o atendimento hospitalar.
Primeiro lave o local com água e sabão para evitar infecções. Se a vítima sentir muita dor, dê a ela um analgésico. Em caso de parada cardíaca ou parada respiratória, inicie imediatamente a massagem cardíaca ou a respiração boca a boca.
tecnicas e taticas de abordagem
Técnicas Policiais
*ALEXANDRE MOURA DE OLIVEIRA
1. ABORDAGEM
a) Abordar é, sobretudo, observar, planejar a técnica e usar o elemento surpresa com decisão e rapidez, para coibir a fuga, reação ou resistência. A execução deverá ocorrer sem risco de reação por parte do suspeito ou desrespeito ao mesmo. Visualmente deverá ser dada atenção a volumes na linha da cintura (possibilidade da presença de armas); vias de fuga; presença de acompanhantes e linguagem utilizada. Mesmo adotando voz ativa e moderada, nunca deverão ser usadas palavras de baixo calão ou adjetivos qualitativos dirigidos para a pessoa sob investigação. Falar pouco, com objetividade, clareza e respeito, sem desviar a atenção.
b) Ato de aproximar-se de uma pessoa que esteja em situação suspeita com o intuito de investigar, orientar, advertir, prender e assistir, podendo ser realizado com ou sem o respectivo mandado judicial. Conforme o Código de Processo Penal (Art. 244) –“A busca pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita.Código de Processo Penal (Art.249) - A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.
2.REVISTAS
Revista, termo que tem por significado: uma nova inspeção; a realização de um exame minucioso; ato de examinar ou buscar algo. Para efeito do presente trabalho definimos como sendo um dos filtros aplicados em um processo com a finalidade de busca e apreensão de objetos ou instrumento inibidor para o descumprimento de uma norma relacionada ao porte ou transporte irregular.
Em muitos casos tem sido empregado como filtro único e normalmente ao final do processo, neste caso sendo transferida a esta etapa a total e única responsabilidade para o sucesso de seus objetivos. O recurso da realização de revistas tem como principais objetivos: inibir e/ou obter prova real da infração, como a prática de desvios ou furtos de bens; impedir o ingresso de armas, bebidas ou outro produto que contrarie a uma norma vigente local; buscar a recuperação de bens, quando do momento da constatação da perda; dentre outros. A aplicação pode ocorrer: no controle de acessos (quando do ingresso e/ou saída de um ambiente) ou como instrumento de verificação intermediária, em região predeterminada (estratégica).
a)Modalidades
1 Revista Visual:
É caracterizada pela verificação apenas visual em pertences de mão. Recomenda-se que bolsas, malas, pastas, maletas, marmitas, sacolas ou outros meios de transporte manual, sejam abertos e esvaziados, cabendo atenção para a possibilidade de fundos ou compartimentos falsos.
2 Corporal:
É caracterizada pela busca corporal, por pessoa do mesmo sexo, na presença de pelo menos uma testemunha, sendo preferencialmente realizada em local apropriado, aonde a pessoa sob investigação venha estar isolada do público.Consiste no deslizamento das mãos sobre o corpo do revistado, tendo como regra a seqüência dos movimentos: peito e costas; braços e axilas; linha e contorno da cintura; das coxas até o tornozelo; por fim a região da virilha. Existem estados brasileiros, onde a revista corporal foi regulamentada em Lei.
3 Veículos
É caracterizada pela verificação visual com a presença do condutor do veículo e preferencialmente de uma testemunha.Podemos subdividir o foco de observação em quatro partes, quais sejam: frontal; central; traseira e chassi. São inspecionados: portas; painel; porta luvas; bancos; forro do teto; motor; porta malas; estepe e a base do Chassi (este último com o auxílio de um jogo de espelhos sobre um suporte móvel).
4 Moveis, objetos pessoais
É caracterizada pela verificação visual , na presença do usuário e testemunha(s). Móveis (armários, mesas, escrivaninhas) malas e outras peças fechadas, de uso privativo de seus donos, só devem ser revistadas na presença de duas ou mais testemunhas.
Nota: No caso de ausência do usuário / dono, decorrente de: morte; fuga; abandono do serviço ou motivos similares; a abertura de móveis ou malas deverá ocorrer na presença do cônjuge ou parente credenciado do ausente, especialmente convidado e, sempre sob o testemunho de duas ou mais pessoas, além do encarregado da revista.
b) Das provas coletadas
Em sendo obtidas evidências na arrecadação de provas, deve-se ter cuidado para que os indícios não sejam descaracterizados. Como exemplo citamos os cuidados com impressões digitais. O objeto encontrado na revista deverá ser imediatamente apreendido, isolado, registrando-se termo circunstanciado sobre a ocorrência; firmado por duas testemunhas. A política de segurança da empresa definirá os rumos do encaminhamento do flagrante delito.
c) Das ações frente ao flagrante
Configurada a infração e diante de seu responsável, são aplicadas as medidas preestabelecidas pela alta administração da empresa, previstas na política de segurança e de recursos humanos. Em tais regras deverão estar explicitas as formas para condução e conclusão do flagrante.
3. USO DE ALGEMAS
“Tornou-se lugar comum a exposição de presos provisórios (prisão preventiva, temporária ou em flagrante-delito) conduzidos sob algemas, independentemente de idade, sexo, condições físicas, etc.. Porém, a utilização de algemas (do árabe, al-djamia: a pulseira) não pode ser feita indiscriminadamente e sem critérios.Com efeito, a Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84), em seu artigo 199, estabelece que “o emprego de algemas será disciplinado por decreto federal.” Este decreto federal, no entanto, nunca foi editado. Então, na falta de norma federal específica, devemos observar o que consta hoje em nosso ordenamento jurídico a respeito da matéria. Dispõe o artigo 284 do Código de Processo Penal que “não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso”. Este dispositivo vem complementado pelo artigo 292, que tem a seguinte redação: “Se houver, ainda que por parte de terceiros, resistência à prisão em flagrante ou determinada por autoridade competente, o executor e as pessoas que o auxiliarem poderão usar dos meios necessários para defender-se ou para vencer a resistência, do que tudo se lavrará auto ou termo circunstanciado subscrito por duas testemunhas”.Ainda em nosso ordenamento jurídico, podemos utilizar o disposto no artigo 234, parágrafo 1º do Código de Processo Penal Militar: “O emprego de força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, resistência ou tentativa de fuga. Se houver resistência da parte de terceiros, poderão ser usados os meios necessários para vencê-la ou para defesa do executor e auxiliares seus, inclusive a prisão do ofensor. De tudo se lavrará auto subscrito(Boletim de Ocorrências resumido, Termo Circunstanciado...) pelo executor e por duas testemunhas. § 1º. - O emprego de algemas deve ser evitado, desde que não haja perigo de fuga ou de agressão da parte do preso, e de modo algum será permitido, nos presos a que se refere o artigo 242.”
Vê-se, assim, que a utilização de algemas deve se restringir a casos excepcionais, quando haja, efetivamente, perigo de fuga ou resistência por parte do preso. Fora daí, o uso desnecessário deste instrumento fere a dignidade da pessoa humana, representando uma ilegítima (e desautorizada) restrição a direito fundamental. Atente-se que a já referida Lei de Execução Penal impõe a todas as autoridades o respeito à integridade física e moral dos condenados e dos presos provisórios (art. 40). “
4. TÉCNICAS DE ALGEMAÇÃO
a)Um preso: se estiver com o suspeito em posição de revista contra a parede para algemá-lo proceda assim.
algeme primeiramente a mão direita do suspeito, com um movimento de rotação traga esta mão para trás do corpo do suspeito e firme esta mão junto ao corpo do suspeito.
com a sua mão esquerda segure os dedos da mão esquerda do suspeita e traga até a algema, finalizando.
b) dois presos com dois pares de algemas: algeme-os com os braços nas costas, sendo que o braço direito de um ficará cruzado com o do outro, as palmas das mãos são sempre para fora ficando dorso com dorso.c) três presos com dois pares de algemas:
algeme a mão esquerda do que está no meio com a mão direita do que está à direita dele.
algeme a mão direita do que está no meio com a mão esquerda do que está à esquerda dele.
Policiais já experientes não têm duvidas a respeito que o uso correta das algemas poderá facilitar o seu serviço, sabem que o seu uso é mais um fator de segurança que se pode contar e consideram as algemas um outro companheiro.Hoje é comum conduzir algemados, presos de alta periculosidade ou outros colocados à disposição da justiça, quando de sua remoção de uma para outra dependência. Evita-se assim, qualquer tentativa de fuga, com segurança máxima para todos.
Se decidir usar algemas, faça-o de modo correto, procurando obter todas as vantagens desta técnica, mas cuidado para não ferir alguém desnecessariamente e lembre-se só o treinamento poderá conduzi-lo à perfeição.
5. CONDUÇÃO DO DETIDO
A condução do DETIDO é a parte final da operação e mesmo estando o indivíduo algemado deve-se ainda priorizar a segurança do agente; muitas fugas são empreendidas com o indivíduo algemado para tanto seguem algumas técnicas a serem utilizadas:
a)Condução a pé:
o agente deverá passar o braço contrário do qual usa sua arma pegando o pulso ou a corrente da algema e colocando o seu cotovelo de encontro ao cotovelo do detido, puxando para o seu lado e empurrando para frente, fazendo desta forma uma alavanca.
o agente passa o braço contrário do qual ele usa a sua arma, encaixando o seu ombro sob a axila do detido e pressionando para baixo.
b)Condução em viatura sem caixa ou descaracterizada: - o detido jamais deverá ir sentado atrás do banco do motorista e deverá sempre ser acompanhado por outro agente;
em caso de conduzir dois detidos algemados, deve oagente sentar-se atrás do motorista e os detidos do seu lado direito algemados com os braços para trás e cruzados, certificando-se de que as portas encontram-se devidamente travadas.
c)Condução de detido em viatura com caixa / compartimento apropriado:
sempre que for conduzir detido em viatura com ou sem caixa a algemação deve ser feita com as mãos do detido para trás.
antes de colocar o detido na caixa verificar se a mesma encontra-se em perfeitas condições de segurança , se não foi deixado anteriormente por outro detido qualquer objeto que possa ser usado para empreender fuga ou ataque ao detido que o está conduzindo.
quando chegar ao local de destino, após retirá-lo da caixa, novamente examinar a mesma para averiguar se o detido não dispensou qualquer objeto pessoal ou que possa ser usado como prova de crime , tais como : giletes , canivetes, facas, drogas , munição etc...
c) Condução dentro da delegacia:
Quando da movimentação de detido no interior da Delegacia, para que seja ouvido em cartório, deve ser sempre feito com toda a segurança, usando no mínimo dois agentes. Se o infrator estiver na cela, nunca deve ser retirado dela sem antes ser algemado com as mãos para trás. Antes de abrir as grades peça para que o preso aproxime-se e vire com as mãos nas costas, proceda a algemação e só então abra as grades.Antes ainda de abrir as agrades o agente deve ordenar que os demais presos posicionem-se no fundo da cela.O agente que for algemar o preso não deve estar portando a chave da cela, e sim o agente que estiver lhe dando apoio.
6. PROGRESSÃO POLICIAL
A progressão do policial em locais críticos vem se tornando alvo permanente de estudos técnicos, devido aos altos índices de mortes ou de ferimentos de policiais, de reféns e de terceiros, quando da transposição de tais locais.
As escadas são locais considerados como críticos para a progressão do policial, pois nos deparamos constantemente com curvas e ângulos mortos onde, geralmente, o domínio é do oponente, que estará acima de nós.
As janelas, segundo estatísticas, são locais onde muito policiais morreram ou foram feridos por não saberem como progredir. É imprescindível que se evite exposições do corpo frente a uma janela, mesmo que esta esteja coberta por cortinas, onde a silhueta ficará marcada pela luz.
Conhecidas como "funil fatal", as portas devem ser transpostas com o máximo de cuidado, utilizando-se, sempre que possível, espelhos ou técnicas de tomada de ângulo ("Quick Peek" - ver em Combate em ambientes fechados(CQB). O policial deve lembrar-se sempre de empurrar a porta até seu limite, evitando desagradáveis surpresas que possam estar por trás.
A transposição de quaisquer obstáculos, como muros e paredes, deve ser rápida e nunca na posição totalmente em pé, pois é importantíssima a presença de cobertura no momento.
O policial não deve passar por armários, cortinas, camas, biombos ou outros móveis que possam abrigar uma pessoa, sem antes revistá-los como possíveis esconderijos, o que possibilitaria um oponente às suas costas.
Ao aproximar-se de um veículo em uma barreira, o policial deve procurar fazê-lo pela retaguarda, aproveitando o ângulo morto proporcionado pela coluna lateral do veículo, nunca colocando-se totalmente em frente à janela. Deve observar atentamente o interior do veículo, fazendo com que o motorista tenha que girar a cabeça para trás para apresentar seus documentos. O policial nunca deve entrar na linha de tiro do seu apoio (segurança), se acaso houver algum.
7. PRESERVACAO LOCAL DO CRIME
O primeiro agente público ao chegar ao local deve isolar e preservar o local do crime, para que os indícios não se deteriorem ou percam-se, por ações de pessoas estranhas aos acontecimentos delituosos.Preservar o local de crime é manter o ambiente o mais inalterado possível, ou seja, não mover ou subtrair objetos de suas posições originais, para que o trabalho do perito seja realizado com maior segurança, e que o resultado seja positivo naelucidação do fato criminoso, para melhor instruir o inquérito policial e dar maior credibilidade na respectiva ação penal a ser instaurada pelo Ministério Público.
Local de Crime
Conceitos básicos referentes a local de crime, embora comuns na linguagem policial, são aqui retomados para fortalecimento do estudo analítico da da preservação.O entendimento de local de crime é “toda área onde tenha ocorrido um fato que assuma a configuração de um delito que, portanto, exija as providências da Polícia”.
Podemos exemplificar de modo simples e com clareza, através da seguinte situação:• A ocorrência de um crime de homicídio poder ser planejado em determinado local com todos os seus detalhes, ou seja, números de pessoas envolvidas, os instrumentos usados na execução, o modo de fuga, etc;
• A sua consumação deverá ocorrer em lugar diverso do utilizado no planejamento, com o concurso de diversas pessoas;• A vítima poderá ser transportada para um local distinto da consumação do evento morte;• Poderá o veículo, as armas do crime, e os instrumentos utilizados para a execução e transporte da vítima, ser levado a locais diversos dos anteriores.
Como podemos perceber com clareza, a sucessão de locais, com todos os seus vestígios característicos devem ser preservados com cuidado, pois um simples detalhe poderá levar à elucidação do crime, que poderá levar todos os envolvidos a serem presos e julgados pelos seus atos praticados. Preservar é providenciar a sua “interdição rigorosa”, sendo que o exame do local é tarefa do perito e cabe aos policiais que ali comparecem por primeiro adotar as providências necessárias para que nada seja alterada até a chegada dos peritos. Embora existe alteração intencional no local de crime, com a finalidade específica de dificultar a ação da polícia e do perito, a principal causa da destruição de elementos materiais ainda é a pessoa que descobriu o fato, os familiares da vítima e os policiais que adotam as primeiras providências. Cabe, portanto, a cademias de polícia a tarefa de conscientizá-los quanto a preservação adequada e completa.A experiência comprova que os esclarecimentos de um delito estão proporcionalmente relacionados ao nível de preservação a que foi submetido o local. As alterações que ali ocorrem muitas vezes, não visam diretamente prejudicar os exames, nem são causados pelo autor, ou pessoas interessadas em protegê-lo. Isso ocorre, freqüentemente, pela falta de entrosamento entre os diversos escalões do aparelho oficial. É um guarda de trânsito, um médico ou um popular querendo ajudar e, inadvertidamente, prejudicando o exame do local. A responsabilidade pela não alteração do estado das coisas, pela legislação vigente, pertence à autoridade policial, que deverá tomar as providências necessárias no intuito de preservar o local do fato, nas mesmas condições em que foi encontrado.Os exames no local do crime devem ser realizados por peritos, que devem registrar em seus Laudos as alterações do estado das coisas e discutirão no relatório, as conseqüências destas alterações na dinâmica do evento. Não esquecendo que o local do evento é o ponto inicial do que constituirá um dos suportes do inquérito policial, que é a peça dministrativa que dará início a respectiva ação penal.Um dos maiores problemas encontrados nas perícias em locais onde ocorrem crimes, é a quase inexistente preocupação das autoridades de isolar e preservar adequadamente o local da infração penal, de modo a garantir as condições de se realizar um exame pericial da melhor forma possível. Não existe entre nós, uma cultura e nem uma preocupação sistemática com esse fator, que é o correto isolamento do local do crime e respectiva preservação dos vestígios naquele ambiente.
É comum, ao ocorrer um homicídio, os populares terem acesso ao corpo da vítima, virando o mesmo para verificar se o óbito está consumado, e mesmo procurando um documento para identificação do mesmo, quando na realidade este trabalho é privativo dos peritos.
Os locais do crime podem ser classificados em:• Internos ou Fechados: que são caracterizados quando o fato ocorreu em um ambiente fechado, circunscrito por paredes ou outras formas de fechamento como esidências, fábricas, interiores de veículos, prédios, dentre outros, que também, divideem:
• Área Mediata Aberta: são consideradas as vias de acesso ao ambiente onde ocorrer o fato delituoso, como corredores, os ambientes ao redor do cômodo, os jardins e demais área vizinhas;• Área Imediata Interna: consiste no espaço físico onde ocorreu o fato delituoso, como um quarto ou outro cômodo qualquer;• Externos ou Abertos: É determinado quando o crime ocorre em ambiente aberto, não limitado por edificações, como estradas, matagal, beira de rios e outros, que também são subdivididos:• Área Mediata Externa: são consideradas as áreas de acesso para onde ocorreu o crime, como estradas, picadas e ainda as imediações;• Área Imediata Externa: consiste no local propriamente dito, onde ocorreu o crime.• Locais Relacionados: São aqueles locais que, apesar de diversos daqueles relacionados anteriormente, apresentam relações com um único fato delituoso.
Esses locais de crimes são de interesses puramente teórico, porém quanto à situação tem por finalidade determinar a dinâmica do fato ocorrido.Os locais de crimes são classificados ainda, conforme a sua preservação em:
Preservados, Idôneos ou Não violados: são aqueles em que os locais de crime são mantidos nas condições originais que foram deixados pelo seu autor envolvido, sem alteração do estado das coisas, após a prática da infração penal, até a chegada dos peritos.
Não Preservados, Inidôneos ou Violados: são aqueles em que após a prática de uma infração penal e antes da chegada e assunção dos peritos no local, eles apresentam-se alterados, quer nas posições originais dos vestígios, quer na subtração ou acréscimos destes, modificado de qualquer forma o estado das coisas.
Em casos extremos é aceitável a proteção de vestígios, no entanto, ao penetrar no local para fazer isso, o policial deverá fazê-lo com o máximo de cuidado, evitando, tanto quanto possível, correr risco de, na tentativa de proteger certos vestígios, causar dano a estes ou a outros vestígios. É importante lembrar que nada deve ser alterado de suas posições originais.
Em algumas situações, faz-se necessário à ação da autoridade policial e/ou dos seus agentes no local de crime o que, em tese, poderia constituir numa não preservação do estado das coisas como foram encontradas.Essas situações obrigam a entrada da autoridade policial e seus agentes no local, com vistas a:1. Para fazer cessar o fato;2. Para prestar socorro a vítima;3. Para fazer a evacuação do local;4. Para conhecer o fato;5. Para evitar mal maior.Levantamento de local de crime é o conjunto dos exames que se realizam diretamente no local da constatação do fato, visando à caracterização deste e à verificação, à interpretação, à perpetuação e à legalidade, bem como a coleta dosvestígios existentes da ocorrência, no que tiverem de útil para a elucidação e a prova dela e de sua autoria material.
*ALEXANDRE MOURA DE OLIVEIRA
1. ABORDAGEM
a) Abordar é, sobretudo, observar, planejar a técnica e usar o elemento surpresa com decisão e rapidez, para coibir a fuga, reação ou resistência. A execução deverá ocorrer sem risco de reação por parte do suspeito ou desrespeito ao mesmo. Visualmente deverá ser dada atenção a volumes na linha da cintura (possibilidade da presença de armas); vias de fuga; presença de acompanhantes e linguagem utilizada. Mesmo adotando voz ativa e moderada, nunca deverão ser usadas palavras de baixo calão ou adjetivos qualitativos dirigidos para a pessoa sob investigação. Falar pouco, com objetividade, clareza e respeito, sem desviar a atenção.
b) Ato de aproximar-se de uma pessoa que esteja em situação suspeita com o intuito de investigar, orientar, advertir, prender e assistir, podendo ser realizado com ou sem o respectivo mandado judicial. Conforme o Código de Processo Penal (Art. 244) –“A busca pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita.Código de Processo Penal (Art.249) - A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.
2.REVISTAS
Revista, termo que tem por significado: uma nova inspeção; a realização de um exame minucioso; ato de examinar ou buscar algo. Para efeito do presente trabalho definimos como sendo um dos filtros aplicados em um processo com a finalidade de busca e apreensão de objetos ou instrumento inibidor para o descumprimento de uma norma relacionada ao porte ou transporte irregular.
Em muitos casos tem sido empregado como filtro único e normalmente ao final do processo, neste caso sendo transferida a esta etapa a total e única responsabilidade para o sucesso de seus objetivos. O recurso da realização de revistas tem como principais objetivos: inibir e/ou obter prova real da infração, como a prática de desvios ou furtos de bens; impedir o ingresso de armas, bebidas ou outro produto que contrarie a uma norma vigente local; buscar a recuperação de bens, quando do momento da constatação da perda; dentre outros. A aplicação pode ocorrer: no controle de acessos (quando do ingresso e/ou saída de um ambiente) ou como instrumento de verificação intermediária, em região predeterminada (estratégica).
a)Modalidades
1 Revista Visual:
É caracterizada pela verificação apenas visual em pertences de mão. Recomenda-se que bolsas, malas, pastas, maletas, marmitas, sacolas ou outros meios de transporte manual, sejam abertos e esvaziados, cabendo atenção para a possibilidade de fundos ou compartimentos falsos.
2 Corporal:
É caracterizada pela busca corporal, por pessoa do mesmo sexo, na presença de pelo menos uma testemunha, sendo preferencialmente realizada em local apropriado, aonde a pessoa sob investigação venha estar isolada do público.Consiste no deslizamento das mãos sobre o corpo do revistado, tendo como regra a seqüência dos movimentos: peito e costas; braços e axilas; linha e contorno da cintura; das coxas até o tornozelo; por fim a região da virilha. Existem estados brasileiros, onde a revista corporal foi regulamentada em Lei.
3 Veículos
É caracterizada pela verificação visual com a presença do condutor do veículo e preferencialmente de uma testemunha.Podemos subdividir o foco de observação em quatro partes, quais sejam: frontal; central; traseira e chassi. São inspecionados: portas; painel; porta luvas; bancos; forro do teto; motor; porta malas; estepe e a base do Chassi (este último com o auxílio de um jogo de espelhos sobre um suporte móvel).
4 Moveis, objetos pessoais
É caracterizada pela verificação visual , na presença do usuário e testemunha(s). Móveis (armários, mesas, escrivaninhas) malas e outras peças fechadas, de uso privativo de seus donos, só devem ser revistadas na presença de duas ou mais testemunhas.
Nota: No caso de ausência do usuário / dono, decorrente de: morte; fuga; abandono do serviço ou motivos similares; a abertura de móveis ou malas deverá ocorrer na presença do cônjuge ou parente credenciado do ausente, especialmente convidado e, sempre sob o testemunho de duas ou mais pessoas, além do encarregado da revista.
b) Das provas coletadas
Em sendo obtidas evidências na arrecadação de provas, deve-se ter cuidado para que os indícios não sejam descaracterizados. Como exemplo citamos os cuidados com impressões digitais. O objeto encontrado na revista deverá ser imediatamente apreendido, isolado, registrando-se termo circunstanciado sobre a ocorrência; firmado por duas testemunhas. A política de segurança da empresa definirá os rumos do encaminhamento do flagrante delito.
c) Das ações frente ao flagrante
Configurada a infração e diante de seu responsável, são aplicadas as medidas preestabelecidas pela alta administração da empresa, previstas na política de segurança e de recursos humanos. Em tais regras deverão estar explicitas as formas para condução e conclusão do flagrante.
3. USO DE ALGEMAS
“Tornou-se lugar comum a exposição de presos provisórios (prisão preventiva, temporária ou em flagrante-delito) conduzidos sob algemas, independentemente de idade, sexo, condições físicas, etc.. Porém, a utilização de algemas (do árabe, al-djamia: a pulseira) não pode ser feita indiscriminadamente e sem critérios.Com efeito, a Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84), em seu artigo 199, estabelece que “o emprego de algemas será disciplinado por decreto federal.” Este decreto federal, no entanto, nunca foi editado. Então, na falta de norma federal específica, devemos observar o que consta hoje em nosso ordenamento jurídico a respeito da matéria. Dispõe o artigo 284 do Código de Processo Penal que “não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso”. Este dispositivo vem complementado pelo artigo 292, que tem a seguinte redação: “Se houver, ainda que por parte de terceiros, resistência à prisão em flagrante ou determinada por autoridade competente, o executor e as pessoas que o auxiliarem poderão usar dos meios necessários para defender-se ou para vencer a resistência, do que tudo se lavrará auto ou termo circunstanciado subscrito por duas testemunhas”.Ainda em nosso ordenamento jurídico, podemos utilizar o disposto no artigo 234, parágrafo 1º do Código de Processo Penal Militar: “O emprego de força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, resistência ou tentativa de fuga. Se houver resistência da parte de terceiros, poderão ser usados os meios necessários para vencê-la ou para defesa do executor e auxiliares seus, inclusive a prisão do ofensor. De tudo se lavrará auto subscrito(Boletim de Ocorrências resumido, Termo Circunstanciado...) pelo executor e por duas testemunhas. § 1º. - O emprego de algemas deve ser evitado, desde que não haja perigo de fuga ou de agressão da parte do preso, e de modo algum será permitido, nos presos a que se refere o artigo 242.”
Vê-se, assim, que a utilização de algemas deve se restringir a casos excepcionais, quando haja, efetivamente, perigo de fuga ou resistência por parte do preso. Fora daí, o uso desnecessário deste instrumento fere a dignidade da pessoa humana, representando uma ilegítima (e desautorizada) restrição a direito fundamental. Atente-se que a já referida Lei de Execução Penal impõe a todas as autoridades o respeito à integridade física e moral dos condenados e dos presos provisórios (art. 40). “
4. TÉCNICAS DE ALGEMAÇÃO
a)Um preso: se estiver com o suspeito em posição de revista contra a parede para algemá-lo proceda assim.
algeme primeiramente a mão direita do suspeito, com um movimento de rotação traga esta mão para trás do corpo do suspeito e firme esta mão junto ao corpo do suspeito.
com a sua mão esquerda segure os dedos da mão esquerda do suspeita e traga até a algema, finalizando.
b) dois presos com dois pares de algemas: algeme-os com os braços nas costas, sendo que o braço direito de um ficará cruzado com o do outro, as palmas das mãos são sempre para fora ficando dorso com dorso.c) três presos com dois pares de algemas:
algeme a mão esquerda do que está no meio com a mão direita do que está à direita dele.
algeme a mão direita do que está no meio com a mão esquerda do que está à esquerda dele.
Policiais já experientes não têm duvidas a respeito que o uso correta das algemas poderá facilitar o seu serviço, sabem que o seu uso é mais um fator de segurança que se pode contar e consideram as algemas um outro companheiro.Hoje é comum conduzir algemados, presos de alta periculosidade ou outros colocados à disposição da justiça, quando de sua remoção de uma para outra dependência. Evita-se assim, qualquer tentativa de fuga, com segurança máxima para todos.
Se decidir usar algemas, faça-o de modo correto, procurando obter todas as vantagens desta técnica, mas cuidado para não ferir alguém desnecessariamente e lembre-se só o treinamento poderá conduzi-lo à perfeição.
5. CONDUÇÃO DO DETIDO
A condução do DETIDO é a parte final da operação e mesmo estando o indivíduo algemado deve-se ainda priorizar a segurança do agente; muitas fugas são empreendidas com o indivíduo algemado para tanto seguem algumas técnicas a serem utilizadas:
a)Condução a pé:
o agente deverá passar o braço contrário do qual usa sua arma pegando o pulso ou a corrente da algema e colocando o seu cotovelo de encontro ao cotovelo do detido, puxando para o seu lado e empurrando para frente, fazendo desta forma uma alavanca.
o agente passa o braço contrário do qual ele usa a sua arma, encaixando o seu ombro sob a axila do detido e pressionando para baixo.
b)Condução em viatura sem caixa ou descaracterizada: - o detido jamais deverá ir sentado atrás do banco do motorista e deverá sempre ser acompanhado por outro agente;
em caso de conduzir dois detidos algemados, deve oagente sentar-se atrás do motorista e os detidos do seu lado direito algemados com os braços para trás e cruzados, certificando-se de que as portas encontram-se devidamente travadas.
c)Condução de detido em viatura com caixa / compartimento apropriado:
sempre que for conduzir detido em viatura com ou sem caixa a algemação deve ser feita com as mãos do detido para trás.
antes de colocar o detido na caixa verificar se a mesma encontra-se em perfeitas condições de segurança , se não foi deixado anteriormente por outro detido qualquer objeto que possa ser usado para empreender fuga ou ataque ao detido que o está conduzindo.
quando chegar ao local de destino, após retirá-lo da caixa, novamente examinar a mesma para averiguar se o detido não dispensou qualquer objeto pessoal ou que possa ser usado como prova de crime , tais como : giletes , canivetes, facas, drogas , munição etc...
c) Condução dentro da delegacia:
Quando da movimentação de detido no interior da Delegacia, para que seja ouvido em cartório, deve ser sempre feito com toda a segurança, usando no mínimo dois agentes. Se o infrator estiver na cela, nunca deve ser retirado dela sem antes ser algemado com as mãos para trás. Antes de abrir as grades peça para que o preso aproxime-se e vire com as mãos nas costas, proceda a algemação e só então abra as grades.Antes ainda de abrir as agrades o agente deve ordenar que os demais presos posicionem-se no fundo da cela.O agente que for algemar o preso não deve estar portando a chave da cela, e sim o agente que estiver lhe dando apoio.
6. PROGRESSÃO POLICIAL
A progressão do policial em locais críticos vem se tornando alvo permanente de estudos técnicos, devido aos altos índices de mortes ou de ferimentos de policiais, de reféns e de terceiros, quando da transposição de tais locais.
As escadas são locais considerados como críticos para a progressão do policial, pois nos deparamos constantemente com curvas e ângulos mortos onde, geralmente, o domínio é do oponente, que estará acima de nós.
As janelas, segundo estatísticas, são locais onde muito policiais morreram ou foram feridos por não saberem como progredir. É imprescindível que se evite exposições do corpo frente a uma janela, mesmo que esta esteja coberta por cortinas, onde a silhueta ficará marcada pela luz.
Conhecidas como "funil fatal", as portas devem ser transpostas com o máximo de cuidado, utilizando-se, sempre que possível, espelhos ou técnicas de tomada de ângulo ("Quick Peek" - ver em Combate em ambientes fechados(CQB). O policial deve lembrar-se sempre de empurrar a porta até seu limite, evitando desagradáveis surpresas que possam estar por trás.
A transposição de quaisquer obstáculos, como muros e paredes, deve ser rápida e nunca na posição totalmente em pé, pois é importantíssima a presença de cobertura no momento.
O policial não deve passar por armários, cortinas, camas, biombos ou outros móveis que possam abrigar uma pessoa, sem antes revistá-los como possíveis esconderijos, o que possibilitaria um oponente às suas costas.
Ao aproximar-se de um veículo em uma barreira, o policial deve procurar fazê-lo pela retaguarda, aproveitando o ângulo morto proporcionado pela coluna lateral do veículo, nunca colocando-se totalmente em frente à janela. Deve observar atentamente o interior do veículo, fazendo com que o motorista tenha que girar a cabeça para trás para apresentar seus documentos. O policial nunca deve entrar na linha de tiro do seu apoio (segurança), se acaso houver algum.
7. PRESERVACAO LOCAL DO CRIME
O primeiro agente público ao chegar ao local deve isolar e preservar o local do crime, para que os indícios não se deteriorem ou percam-se, por ações de pessoas estranhas aos acontecimentos delituosos.Preservar o local de crime é manter o ambiente o mais inalterado possível, ou seja, não mover ou subtrair objetos de suas posições originais, para que o trabalho do perito seja realizado com maior segurança, e que o resultado seja positivo naelucidação do fato criminoso, para melhor instruir o inquérito policial e dar maior credibilidade na respectiva ação penal a ser instaurada pelo Ministério Público.
Local de Crime
Conceitos básicos referentes a local de crime, embora comuns na linguagem policial, são aqui retomados para fortalecimento do estudo analítico da da preservação.O entendimento de local de crime é “toda área onde tenha ocorrido um fato que assuma a configuração de um delito que, portanto, exija as providências da Polícia”.
Podemos exemplificar de modo simples e com clareza, através da seguinte situação:• A ocorrência de um crime de homicídio poder ser planejado em determinado local com todos os seus detalhes, ou seja, números de pessoas envolvidas, os instrumentos usados na execução, o modo de fuga, etc;
• A sua consumação deverá ocorrer em lugar diverso do utilizado no planejamento, com o concurso de diversas pessoas;• A vítima poderá ser transportada para um local distinto da consumação do evento morte;• Poderá o veículo, as armas do crime, e os instrumentos utilizados para a execução e transporte da vítima, ser levado a locais diversos dos anteriores.
Como podemos perceber com clareza, a sucessão de locais, com todos os seus vestígios característicos devem ser preservados com cuidado, pois um simples detalhe poderá levar à elucidação do crime, que poderá levar todos os envolvidos a serem presos e julgados pelos seus atos praticados. Preservar é providenciar a sua “interdição rigorosa”, sendo que o exame do local é tarefa do perito e cabe aos policiais que ali comparecem por primeiro adotar as providências necessárias para que nada seja alterada até a chegada dos peritos. Embora existe alteração intencional no local de crime, com a finalidade específica de dificultar a ação da polícia e do perito, a principal causa da destruição de elementos materiais ainda é a pessoa que descobriu o fato, os familiares da vítima e os policiais que adotam as primeiras providências. Cabe, portanto, a cademias de polícia a tarefa de conscientizá-los quanto a preservação adequada e completa.A experiência comprova que os esclarecimentos de um delito estão proporcionalmente relacionados ao nível de preservação a que foi submetido o local. As alterações que ali ocorrem muitas vezes, não visam diretamente prejudicar os exames, nem são causados pelo autor, ou pessoas interessadas em protegê-lo. Isso ocorre, freqüentemente, pela falta de entrosamento entre os diversos escalões do aparelho oficial. É um guarda de trânsito, um médico ou um popular querendo ajudar e, inadvertidamente, prejudicando o exame do local. A responsabilidade pela não alteração do estado das coisas, pela legislação vigente, pertence à autoridade policial, que deverá tomar as providências necessárias no intuito de preservar o local do fato, nas mesmas condições em que foi encontrado.Os exames no local do crime devem ser realizados por peritos, que devem registrar em seus Laudos as alterações do estado das coisas e discutirão no relatório, as conseqüências destas alterações na dinâmica do evento. Não esquecendo que o local do evento é o ponto inicial do que constituirá um dos suportes do inquérito policial, que é a peça dministrativa que dará início a respectiva ação penal.Um dos maiores problemas encontrados nas perícias em locais onde ocorrem crimes, é a quase inexistente preocupação das autoridades de isolar e preservar adequadamente o local da infração penal, de modo a garantir as condições de se realizar um exame pericial da melhor forma possível. Não existe entre nós, uma cultura e nem uma preocupação sistemática com esse fator, que é o correto isolamento do local do crime e respectiva preservação dos vestígios naquele ambiente.
É comum, ao ocorrer um homicídio, os populares terem acesso ao corpo da vítima, virando o mesmo para verificar se o óbito está consumado, e mesmo procurando um documento para identificação do mesmo, quando na realidade este trabalho é privativo dos peritos.
Os locais do crime podem ser classificados em:• Internos ou Fechados: que são caracterizados quando o fato ocorreu em um ambiente fechado, circunscrito por paredes ou outras formas de fechamento como esidências, fábricas, interiores de veículos, prédios, dentre outros, que também, divideem:
• Área Mediata Aberta: são consideradas as vias de acesso ao ambiente onde ocorrer o fato delituoso, como corredores, os ambientes ao redor do cômodo, os jardins e demais área vizinhas;• Área Imediata Interna: consiste no espaço físico onde ocorreu o fato delituoso, como um quarto ou outro cômodo qualquer;• Externos ou Abertos: É determinado quando o crime ocorre em ambiente aberto, não limitado por edificações, como estradas, matagal, beira de rios e outros, que também são subdivididos:• Área Mediata Externa: são consideradas as áreas de acesso para onde ocorreu o crime, como estradas, picadas e ainda as imediações;• Área Imediata Externa: consiste no local propriamente dito, onde ocorreu o crime.• Locais Relacionados: São aqueles locais que, apesar de diversos daqueles relacionados anteriormente, apresentam relações com um único fato delituoso.
Esses locais de crimes são de interesses puramente teórico, porém quanto à situação tem por finalidade determinar a dinâmica do fato ocorrido.Os locais de crimes são classificados ainda, conforme a sua preservação em:
Preservados, Idôneos ou Não violados: são aqueles em que os locais de crime são mantidos nas condições originais que foram deixados pelo seu autor envolvido, sem alteração do estado das coisas, após a prática da infração penal, até a chegada dos peritos.
Não Preservados, Inidôneos ou Violados: são aqueles em que após a prática de uma infração penal e antes da chegada e assunção dos peritos no local, eles apresentam-se alterados, quer nas posições originais dos vestígios, quer na subtração ou acréscimos destes, modificado de qualquer forma o estado das coisas.
Em casos extremos é aceitável a proteção de vestígios, no entanto, ao penetrar no local para fazer isso, o policial deverá fazê-lo com o máximo de cuidado, evitando, tanto quanto possível, correr risco de, na tentativa de proteger certos vestígios, causar dano a estes ou a outros vestígios. É importante lembrar que nada deve ser alterado de suas posições originais.
Em algumas situações, faz-se necessário à ação da autoridade policial e/ou dos seus agentes no local de crime o que, em tese, poderia constituir numa não preservação do estado das coisas como foram encontradas.Essas situações obrigam a entrada da autoridade policial e seus agentes no local, com vistas a:1. Para fazer cessar o fato;2. Para prestar socorro a vítima;3. Para fazer a evacuação do local;4. Para conhecer o fato;5. Para evitar mal maior.Levantamento de local de crime é o conjunto dos exames que se realizam diretamente no local da constatação do fato, visando à caracterização deste e à verificação, à interpretação, à perpetuação e à legalidade, bem como a coleta dosvestígios existentes da ocorrência, no que tiverem de útil para a elucidação e a prova dela e de sua autoria material.
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